Repensando a escola – dos próprios filhos!

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Estou numa fase cheia de caraminholas na cabeça sobre a educação que quero para meus três filhos e, mais ainda, do que acredito que seja correto para o futuro das crianças do mundo.

Creio que as oportunidades que tive no começo de 2014 – da Virada Educação de André Gravatá ao R.I.A. Festival com Viviane Mosé – foram os deflagradores dos meus incômodos, mas acima disso pesa o que eu penso que tenho feito da minha vida profissional e do que espero que meus filhos façam.

Reuni aqui 3 conversas sobre Educação para você que está repensando o modelo, como eu.

A primeira aconteceu no dia 28/08 no RIA Festival sobre educação e o papel da tecnologia no aprimoramento das escolas brasileiras com Viviane Mosé, Andre Gravatá, Seth Schoenfeld e Luciano Meira.

Nesta estive na plateia. Nas outras duas, infelizmente, não, mas mexeram comigo também, como as vezes em que ouvi Gravatá nos TEDs. Organizador do TEDxJovem@Ibira, ele tem dentro de si todos os sonhos do mundo e vê a importância de conhecer-se a fundo para lidar melhor consigo mesmo e com o outro. O jovem vê a arte e a educação como um caminho para fomentar o autoconhecimento e acredita que é possível causar impactos positivos no mundo a qualquer momento. André vai experimentando, dando voz às inquietações. Suas intervenções e projetos de educação mostram um outro olhar sobre o cotidiano e sobre a aprendizagem.

Em agosto de 2014 o TEDxRio fez um chamado a todos os fluminenses e cariocas (da gema ou de alma): embarcar numa jornada heróica, de ida e volta, para o futuro. O local escolhido é um símbolo tanto da cidade quanto da cultura brasileira, o Theatro Municipal. Quem esteve lá garante que o espaço testemunhou um encontro das múltiplas inteligências e potências procedentes dos mais variados campos do saber e segmentos da sociedade, reunidas com o objetivo de criar uma plataforma fértil de conexões capaz de construir novos cenários, possíveis e inspiradores.

Um papo dos muitos me chamou atenção nesta busca por uma visão de educação.

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Há 30 anos à frente de uma instituição de ensino de vanguarda carioca, a pedagoga, filósofa, cientista social, bióloga e bacharel em Letras Patrícia Lins e Silva não se cansa de aprender. Mas a escola que conhecemos hoje – igual à do século XIX, aliás – é, segundo ela, letra morta. Os impactos do avanço tecnológico nos próximos 30 anos serão ainda mais radicais e, portanto, o desafio de gerações de nativos digitais, ou F5 (Full Time, Feed, Foco, Filtro e Flexibilidade), é  conjugar o verbo aprender num tempo em que o conhecimento não será medido pelo volume de informações acumuladas, mas pela capacidade de inovar para realizar.

Adorei este trecho:

A nova “prova dos nove”, digamos assim, é outra: saber solucionar problemas complexos, de forma criativa e multidisciplinar. Conteúdos estratégicos para o futuro são chave para a alfabetização científica, mas duas matérias devem permanecer obrigatórias: a ética e a lógica.
“O pensamento matemático nos ensina a recortar os problemas, de forma que crianças e jovens se tornem capazes de resolvê-los por partes”, diz.

E o futuro? Este eu vi em outra fala.

A da futurista Rosa Alegria, vice-presidente e co-fundadora do Núcleo de Estudos do Futuro (NEF) da PUC-SP, que afirma que a matéria-prima do futuro é o campo fértil da imaginação.

É justamente deste não-local, de dentro do que é ainda desconhecido, que sairão as soluções, as respostas de que precisamos para mudar o rumo da prosa com as cidades – onde 3/4 da população mundial vão morar em 2050 – e com o planeta. E para escrever a história que a humanidade vai querer contar um dia para os filhos, não dá pra viver de passado: é preciso estudar o processo de criação de cenários futuros.

Rosa esteve também no TEDxVilaMada, em 25 de agosto de 2011, falando sobre o tema “Bem-estar integral”.

Ainda não conclui nada, exceto que concordo com a frase abaixo:

“Tudo é apenas o prelúdio das coisas que a humanidade precisa fazer”
H. G. Wells

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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