destaque / empatia

Apaguei um update no meu perfil pessoal do Facebook nesta manhã. Era um link no qual inseri o comentário “a nova roupa nova do rei”, alusão à história do Rei Nu e à pressão social que nos força a concordar com o mainstream por “medo de represálias”.

Mas não apaguei por medo, foi preguiça mesmo!

Dá muito trabalho bater boca, especialmente com pessoas que não conversam com a gente nunca por tempo suficiente para entender quem somos, concordam?

Se não concordam, tudo bem, eu também não vou discutir essa diferença de visão, opinião e postura.

Ou te aceito como você é, ou simplesmente não aceito – não convivo, não comento, não estou presente, mas também, pode crer, não vou criticar se você pensar diferente de mim.

Me perguntaram como eu vejo o futuro das redes sociais com essa intolerância toda

Acho que estamos presenciando um momento de imaturidade natural.

Tudo é muito novo, independente da idade do internauta, esse direito de voz, esse espaço, a amplificação do que se diz, é tudo novo demais pra humanidade.

Na faculdade eu estudei a história da comunicação, a chegada da imprensa, o cinema, a Era do Rádio, tudo isso também causou comoção.

Li um livro com a História da Imprensa Marrom, super interessante, que relacionava a popularização da imprensa na França e os enciclopedistas com a Revolução Francesa. Depois seguia por capítulos com os jornais baratos feitos para vender na saída das fábricas na Revolução Industrial e usados pelos imigrantes para aprenderem inglês nos EUA, exemplificando como se tornou também um instrumento de doutrinação e polarizarão política.

Antes de criticar o movimento libertário que nos dá direito de voz, vamos pensar no significado que tem todos sermos convidados a pensar?

Só neste ponto já mora um presente tão valioso da nossa Era que nos permite esperançar e sonhar com um futuro melhor.

Você pode gostar também de ler:
É de praxe ver listas pelas redes sociais de filmes e séries legais que estão
Eu já fui migrante no Japão (como dekassegui), sou neta e bisneta de estrangeiros que
O ato de ignorar o outro, por meio do uso da tecnologia, tem um nome
(Margaret Atwood em cena de Alias Grace) Eu adoro ficção científica boa
Você reconhece essa avenida paulistana? Vazia assim, a gente se assombra com a beleza. Será
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas