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A peça Rei Lear, escrita por William Shakespeare no século XVII parece imortal. Na história, o idoso rei da Bretanha tenta calcular a partilha de seu reinado entre suas três filhas – duas ambiciosas e interesseiras, e apenas uma dedicando amor ao pai.

Essa é novamente a inspiração da teledramaturgia. 

A Fox apresentou hoje o primeiro episódio da série Empire, que traz uma versão moderna para a história medieval: Terence Howard interpreta Lucious, um rapper traficante que se tornou megaempresário do ramo musical. Ao descobrir que tem uma doença autoimune degenerativa (ELA), o protagonista precisa decidir qual de seus três filhos herdará a empresa.

(ELA, esclerose lateral amiotrófica, é doença que degenera neurônios e células do sistema nervoso que ficou famosa em 2014 pelo desafio do balde do gelo) 

  
Como na peça de teatro e na recente novela de TV que tinha o mesmo pano de fundo, a história tem filhos com personalidades e características distintas: um estudioso e “careta” (Trai Byers), um cantor pop gay (Jussie Smollett) e um rapper problemático e irresponsável (Bryshere Gray). Para herdar a fortuna, eles terão de enfrentar ainda Cookie (interpretada por Taraji P. Hansen, que está uma diva!), a ex-mulher do chefão, e que quer sua parte no negócio.

  

Eu sempre falo do diretor e acredito que nos dá noção do que virá.

  
Empire é um projeto de Lee Daniels. Ele próprio negro e gay (como o personagem Jamal), o cineasta costuma dar um viés ativista aos seus trabalhos, em especial sobre o preconceito social contra os negros e/ou contra os gays. Para nove ter uma noção, são trabalhos dele Preciosa (2009), The Paper Boy (2012) e O Mordomo da Casa Branca (2013).

(Aliás, o Mordomo é um dos melhores filmes que vi no ano passado!)

  
Neste projeto, Lee Daniels repete a dobradinha com Danny Strong, com quem já havia trabalhado em O Mordomo da Casa Branca. Outro trunfo é, claro, a música. Ótima, até quando não é exatamente o estilo da gente!

O primeiro capítulo me agradou!Vamos ver como a série se mostra no futuro. 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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