Can I be your friend? Cinco regras básicas para evitar problemas no Facebook

“Domingo teve festa junina aqui no colégio, estávamos fantasiados de mulher, e as mulheres de homem. Curtimos a festa, tiramos fotos. Segunda-feira fui dar aula num colégio em outra cidade, e ouvi dos alunos de lá: ‘tava bonitA na festa, hein, prô!’. Eu nem uso Facebook, mas entendi o poder desse negócio e vi que vou ter que começar a usar”.
Comentário (que prefiro deixar anônimo) que li no wall de um conhecido no Facebook

Creio que com a popularização do Facebook muitas pessoas, não só os professores (mas eles também porque lidam com crianças que, mesmo legalmente proibidas de entrar na rede social, estão lá o tempo todo), viverão situações embaraçosas assim.

Neste caso em especial eu me pergunto:

– Se o professor não quer ser “zuado” pelos alunos, por quê se veste de mulher numa festa de escola? E se não quer se expor (ou misturar as estações) porque sobe fotos no Facebook?

A resposta está nas palavras dele: entendi o poder mágico deste negócio e vi que vou ter que começar a usar”. Mas começar a usar não quer dizer usar tudo, freneticamente, tampouco usar sem discernimento.

Na semana passada, por conta da condenação da britânica que contactou pelo Facebook a ré de um julgamento do qual participava como jurada, a BBC lançou uma lista com algumas regras básicas para ficar longe de problemas no Facebook. Republico o resumo para os interessados em entrar no Facebook com o pé direito!

(E se você quer ler todos os itens com casos verídicos de pessoas que cairam nestas ciladas, vale ler o artigo completo)

O que você não deve fazer:

  • Não aceitar amizades de pessoas de quem não deveria aceitar. Adicionar como amigo? Pense antes de clicar em “confirmar”.
  • Reclamar de seu chefe/cliente/eleitor. Isso pode parecer óbvio, mas esse problema é surpreendentemente comum e pode resultar em demissão, entre outras retaliações.
  • Colocar fotos problemáticas na rede. A menos que você cuide bem de seus controles de privacidade no site, embaraço e vergonha são quase inevitáveis no Facebook – com poses que incomodam um pouco ao lhe mostrar com papadas no queixo àquelas nas quais aparece com olhos vermelhos e as mãos agarradas meio bêbadas num boteco qualquer.
  • Aproveitar muito um dia em que não foi trabalhar porque estava doente. Se você só disse que estava doente para não ir trabalhar ou está realmente doente, é melhor ficar longe do Facebook.
  • Contar segredos. Não é possível cochichar no Facebook para que os segredos fiquem confinados em cantos e corredores. E como sempre disse meu pai, o que você escreve, não é fácil de apagar. Se for um segredo mesmo, conte ao vivo (ou no máximo por telefone).

E para concluir, se você ainda não se convenceu, veja na prática. Este pequeno vídeo do espetáculo (Two Boys) que traz um grande debate: estamos criando monstros com as redes sociais? Não encontrei o vídeo legendado, mas as imagens e o comportamento dele nos fazem pensar com quem conversaríamos como fazemos nos curtir (like), cutucar (poke), seguir (follow) e nos álbuns de fotos das redes sociais se eles fossem reais e não virtuais!

#prapensar

Você tem outras regras ligadas à privacidade ou etiqueta no Facebook? Compartilhe nos comentários!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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