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Vendo um jogo desta noite fiquei pensando na sabedoria que acumulei em muitos anos ao lado de um torcedor de futebol. Comecei a namorar @gnsbrasil no final de novembro de 1991, quer dizer, no ano em que o SPFC tinha Raí, Muller, Cafu e o time fazia a temporada que o levaria a vencer dois Campeonatos Brasileiros, duas Libertadores de America e um Campeonato Mundial. Mas eu, que demorei um ano para conseguir perceber quando acontecia escanteio ou falta num jogo, não tinha a menor dimensão disto. Ainda assim, namorado apaixonado, Gui quis ver na minha companhia o jogo mais importante de 1991. E com ele e outros até a final da Copa do Mundo de 1994 eu aprendi muito e hoje lembrei de dividir aqui algumas regras do futebol para relacionamentos:

  1. não tente competir com o jogo ou comparar a paixão que ele (ou ela, pois tem torcedoras doentes como minha irmã e elas não são diferentes dos homens em sua paixão) sente pelo esporte e o time com a que sente por você. Ele provavelmente cresceu amando este time, se vestindo especialmente para ele, sonhando e vivendo os dias mais especiais da vida por conta daquele amor. A competição é injusta. Você sairá perdendo e não vale a pena passar por esta humilhação.
  2. esqueça dele nas quartas à noite. Seja esperta e faça deste dia seu dia livre na semana, dia de ir ao shopping com calma, esticar no happy hour, ir ao cinema. Já pensou que a coisa é tão perfeita que o cinema é até mais barato neste dia? Isso é a máfia masculina tentando livrar seu marido das suas cobranças nesta noite. Não seja boba: aproveite e defina esta noite como sua. (E se você não gosta de sair, aproveite para ver aqueles seriados que ele detesta como Desperate Housewives e Brothers and Sisters, que passam justamente na quarta-feira à noite na TV a cabo).
  3. sábado é dia de futebol. Se não é porque tem jogo (vamos combinar que sempre tem), é dia de pelada com os amigos. E todo mundo merece este dia com os amigos. Quando eu era namorada ou recém-casada vivia reclamando deste dia até que num final de tarde (daqueles em que teve um dia inteiro de campeonato de futebol na sede campestre da empresa, sacam?), desabafei chorando: eu odeio este futebol porque não tenho amigas para ver neste dia. Viu que bom? Descobri que a culpa não era do Gui, do futebol, da porcaria do sábado à tarde, mas sim das mulheres que não encontram outra coisa para fazer neste dia. Se não tiver mais nada para fazer, salão de beleza (ou uma tarde no setor de spa do clube, com massagem, sauna, etc) é uma boa. O papo é tão à toa e descompromissado que nem vemos o tempo passar. Além do mais no geral você vê mil revistas que jamais compraria e pode conhecer gente inacreditável (digo porque isso sempre acontece comigo).  E se você é como minha mãe que odeia salão de beleza, encontre umas amigas que têm o mesmo problema e bolem alguma coisa.
  4. domingos à tarde são para solteiros. Quer dizer, você poderá se sentir solteira neste horário. E ele pode ser longo porque depois dos jogos (hoje eles são das 16h ou das 18h e por isso podem durar 4h) tem mil e um programas insuportáveis de futebol (já era aquela época em que no Cartão Verde víamos Juca Kfouri, José Trajano e Flávio Prado entrevistando com alguma inteligência os jogadores e levando uns atletas bonitinhos para o estúdio da TV Cultura).  Então, amiga, aproveite este final de tarde para fazer coisas que faria se estivesse solteira e vale repetir os programas de quarta à noite com as amigas. Quem disse que a vida acaba quando nos amarramos?

Moral da história? Para que lutar contra um adversário invencível? Acho que brigar por conta da futebol é dar murro em ponta de faca. Relaxe, respeite, viva estes momentos do futebol ao lado dele ou longe dele, mas sem culpa para ninguém. E aproveite. Quando o homem pode  viver o futebol (ou qualquer outro esporte que ame) sem culpa, minha experiência diz que o namorado/marido é imensamente mais carinhoso. E compensa tudo. 😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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