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Este post é uma celebração à cultura africana mostrada no filme “Pantera Negra”. Sobre o filme, nossa colunista Monise Reis escreveu tão lindamente que indico que leiam lá:

Pantera Negra, um acerto do começo ao fim

O filme, puxa, é excelente!

Esqueçam os pré-conceitos com “filme de herói” e dêem uma chance a esse épico com um elenco lindo, visivelmente emocionado com a oportunidade de contar uma história que vai além da segregação racial e fala sobre sermos todos um, no começo e no fim dos tempos, várias passagens para #nerdderaiz nenhum botar defeito (do tipo “Bilbo e Gollum” juntos) além de ter no fundo uma “mensagem crística” muito preciosa sobre repartir as bênçãos e deixar de ser o povo escolhido.

Amei imensamente, do tipo “quero ver outras vezes”.


E repensem comigo representatividade e o momento para descobrirmos a Africa dos africanos, para afrobetizar:

Afrobetizar a escola, que ideia linda!

E para vir comigo para Africa:

Vem comigo para África

Descobrir as crianças africanas:

Quando chinelos e bonecas mudam a infância 

E muito mais, nestes posts originalmente feitos pela somali Waris Duale (@diasporicblues), no twitter, com tradução do pessoal do Um filme me disse.

Os pratos de lábios das tribos Mursi e Surma. Os pratos ou discos de lábios são uma forma de modificação cerimonial do corpo. Enquanto muitas culturas os usam, eles são mais conhecidos pelas tribos Surma e Mursi na Etiópia.

Chapéu Zulu. A rainha Ramonda usa uma touca distinta. É uma lembrança dos chapéus Zulu ou “Isicholos”. Os chapéus Zulu são tradicionalmente usados por mulheres casadas para celebrações cerimoniais.

Muitos dos trajes têm ornamentação única e futurista, cheios de detalhes. Estes foram feitos homenageando estilos do povo Maasai. O povo Maasai da África Oriental vive no sul do Quênia e norte da Tanzânia.

Máscara Ibo. Em uma cena, Erik Killmonger usa uma máscara. As máscaras, conhecidas como Mgbedike, são distinguidas pelo tamanho grande e traços masculinos realçados. Elas são usados nos rituais dos Igbos e são projetadas para contrastar com as dançarinas mulheres, que levam traços mais femininos.

O cobertor Basotho. Em várias cenas, W’Kabi (Daniel Kaluuya) e outros são mostrados vestindo cobertores Basotho em torno de seus pescoços. Embora os cobertores sejam originalmente do povo do Lesoto, os desenhos são similares ao do povo Sesotho.

Anéis de pescoço dos Ndebele. Shuri e a Dora Milaje têm roupas com um colar proeminente. O povo Ndebele do Zimbábue e da África do Sul usam anéis de pescoço como parte de sua vestimenta tradicional e como um sinal de riqueza e status.

Muitos dos trajes têm um tom de terra vermelho distinto. Isto foi feito estudando as cores usadas pelo povo Himba do noroeste da Namíbia. O povo de Himba é conhecido por aplicar uma pasta ocre vermelha, conhecida como “otjize”, para sua pele e cabelo.

Forest Whitaker interpreta Shaman Zuri, o líder espiritual de Wakanda. Ele usa mantos ornamentais conhecidos como Agbada. Este é um dos nomes do manto de manga larga usado por homens e mulheres em grande parte da África Ocidental e no Norte da África.

Houve muita inspiração do povo Dogon. Eles vivem na região do planalto central do Mali, na África Ocidental.

Lenço do povo Tuareg. Vários personagens do filme usam lenços grandes cobrindo suas cabeças e rostos. Estes são semelhantes aos usados pelo povo Tuareg, que habita uma área no Norte e no Oeste da África.

Outra tribo que inspirou o filme foi a do povo Turkana, que habita o território do Quênia.

As marcas tribais ritualísticas de Michael B. Jordan, em seu peito e torso, assemelham-se a cicatrizes de tatuagens das tribos Mursi e Surma na Etiópia.

O cachecol Kente de T’Challa. Kente é um tipo de tecido de seda e algodão feito de tiras de pano entrelaçados e é nativo do povo de Akan, de Gana.

A língua oficial de Wakanda é a xhosa, falada por mais de 19 milhões pessoas na África Austral.

O Vale do Rift. Os cientistas estimam que o grande Vale do Rift, encontrado no Quênia, foi formado há mais de 20 milhões anos, quando a crosta terrestre começou a se dividir.

A maquiagem tribal é praticada em muitas tribos africanas. A maquiagem, muitas vezes na forma de pintura facial, é usada por muitas razões diferentes e pode significar muitas coisas, tais como a caça, razões religiosas e tradicionais, fins militares ou até para assustar um inimigo.

E aqui tem uma parte que me encantou saber: quem do elenco é africano?

Danai Gurira nasceu no Zimbábue.

Florence Kasumba nasceu em Uganda.

Daniel Kaluuya nasceu em Uganda.

John Kani nasceu na África do Sul.

Winston Duke – M’Baku é de Trinidad & Tobago.

A vencedora do Oscar, Lupita Nyong’o, nasceu no México, de pais do Kenya, onde cresceu.

Lupita começa o filme lutando pela liberdade de meninas escravizadas na Nigéria. A atriz aprendeu a falar Hausa para certas cenas do filme. Ela também treinou judô, jiu-jitsu, silat e artes marciais filipinas.

Essas são as mulheres negras que passaram meses pesquisando e fazendo Wakanda ganhar vida: Ruth Carter, figurinista, e Hannah Beachler, designer de produção.

E foi assim que africanos por todo o continente compareceram à noite de estreia do filme. Estas fotos foram tiradas em Lagos, Nigéria.

Já estão fotos foram tiradas na estreia em Kisumu, no Quênia.

E enfim, todos os homens são lindos!

E as mulheres maravilhosas!

E a música?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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