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Efetivamente minhas férias escolares como mãe começaram nesta terça. Tarde para quem se habituou a se liberar ainda em novembro, mas dentro do padrão de muitas famílias que sofrem com a temida recuperação escolar.

Acabei me dando um dia de folga aqui no blog e olha, eu estava precisando!

Mas a cabeça não para e eu fiquei caraminholando coisas, ainda com aquelas pulgas atrás da orelha que dividi por aqui no post sobre mudanças no modelo educacional e o meu “repensar” da escola dos meus filhos.

A recuperação neste ano foi um dos catalisadores da minha decisão de muda os meninos de escola novamente, mas não foi o unico motivo. Ver meu querido apaixonado por matemática (e que sempre foi o melhor aluno da matéria) se dar mal e pegar recuperação por 0,6 pontos me doeu e fez ver que o sistema educacional que testamos em 2014 – uma escola nova, com um projeto mais voltado as disciplinas de Exatas, escolhida especialmente para ele – não funcionou. A sobrecarga dos alunos me parecia ser o modo dos orientadores manterem os jovens ocupados e “interessados” na escola, sem uma contrapartida que envolvesse o relacionamento, a percepção dos valores e talentos individuais.

E vejam, a escola era pequena, nada de locais com 60 alunos por classe, crianças que perdem o nome próprio, competição por rankings de instituições de ensino. Mas falhou no que eu considero mais importante: conhecer o aluno e reconhecer suas competencias.

Querem outro exemplo?

Meu outro filho passou de ano no terceiro bimestre, quando fechou tudo com notas mais altas do que precisava para ser aprovado. Eu sempre fui assim, em todos os anos de escola, por isso nem estranhei, tampouco fiz “festinha” excessiva. Mas estava orgulhosa por um lado e apreensiva do outro, pois esta aprovação poderia tirar seu interesse. Não tirou. Ele continuou acordando antes das 6h, indo para aula sem reclamar, estudando para as provas e fazendo os trabalhos. Mas a escola não percebeu este empenho dele, não houve uma conversa mais próxima para parabeniza-lo ou para criar situações desafiadoras ou estimulantes. Nada. O ano acabou e pronto.

 

Hoje me peguei pensando nisso tudo, avaliando o que faremos em 2105, ano em que eles devem estudar juntos (inclusive Manu, que vai para escola pois completa 2 anos) numa escola perto de casa. Revimos nossos conceitos, objetivos e sonhos. Conclui que queremos ter tempo para viver. Os meninos são curiosos, criativos, inteligentes e creio que saberão viver a escola como ela deve ser, uma parte da vida, não a unica coisa da vida! E com o tempo que vai sobrar – porque nao perderão tempo no transito ou estudando exageradamente para atender a um currículo louco! – poderão descobrir novos intereresses e aperfeiçoar habilidades que, quem sabe, um dia mudarão o mundo!

Muitas ideias numa semana em a França repensa seu sistema e pode abolir o sistema de notas! Segundo li, os debates sobre o assunto começam nesta semana e a discussão anima: os pais esperam que seus filhos sejam avaliados como quando eles eram estudantes, com a consciência do trauma que isso gerou neles quando recebiam notas ruins.

P.P.S. Para quem se interessa pelo tema: vale ler o material da Fundaçao Telefonica Brasil sobre como a educação está se reinventando e se adaptando ao uso da tecnologia

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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