Reciclagem de lixo tecnológico #inclusaodigital

Foto de Renan Vianna
Foto de Renan Vianna

Li hoje e me lembrou muito o Radar Verde e a conversa que os blogs estão tendo sobre a inclusão digital a convite do projeto Amigos do Planeta.

O prefeito de Curitiba Beto Richa  e o engenheiro civil Maurício Beltrão Fraletti, criador do Instituto Brasileiro de EcoTecnologia (Biet), que formalizaram nesta semana uma parceria para iniciar um projeto pioneiro de reciclagem do chamado lixo tecnológico.


O instituto irá instalar-se em um barracão da Agência Curitiba no bairro Sítio Cercado. Lá irá receber, desmanchar, reaproveitar, reciclar e desenvolver pesquisa para destinação e aproveitamento de componentes de computadores, impressoras, telefones celulares, ferramentas elétricas, televisores, rádios e uma série de outros materiais descartados e doados pelas empresas que participam dos programas ISS Tecnológico e Curitiba Tecnoparque.

O projeto compreende ainda uma parte educativa que envolve crianças das escolas da rede de ensino da região, que irão aprender robótica, a partir do reaproveitamento do material descartado. Em todas as ações do instituto serão emitidos certificados de correto destino de todo o material que for doado à entidade para reciclagem. “Vamos prestar um serviço de certificação da destruição da informação contida no lixo eletrônico que nos for entregue”, informou Fraletti.

De acordo com o engenheiro, já estão programadas parcerias com diversas universidades públicas e privadas e com entidades como o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-PR). O objetivo é desenvolver pesquisas para encontrar métodos alternativos de reciclagem desse tipo de material para extrair metais nobres, como ouro, prata e platina, presentes em CDs e DVDs, por exemplo, e que hoje apenas países desenvolvidos deteem tecnologia para extração.

O que eu não sabia é que o Brasil recicla só em teoria, porque na prática saem contêineres do país para países pobres da África e Ásia, onde os componentes são desmanchados com mão de obra barata. A parte nobre segue para países ricos e o lixo tóxico é abandonado a céu aberto. São dados do engenheiro Fraletti, confirmados pelo secretário municipal do Meio Ambiente, José Antônio Andreguetto, que comentou que “não existe ainda uma regulamentação sobre o que fazer com esses materiais e certamente a nossa experiência poderá contribuir para nortear esse processo”.


Como comentei ontem, ao falar da convergência das mídias, estima-se que em 2010 o mundo terá 4,5 bilhões de aparelhos de telefone celular. No Brasil já são cerca de 165 milhões de aparelhos que têm vida útil média de três anos.  Além de celulares, computadores e outros equipamentos de microinformática, como as impressoras, também televisores, rádios, pilhas, baterias, eletrodomésticos portáteis, vídeos, filmadoras, ferramentas elétricas, DVDs, lâmpadas fluorescentes, brinquedos eletrônicos e materiais de escritório integram o universo de materiais chamados lixo tecnológico e que podem ser reciclados e ter componentes reaproveitados em uma grande variedade de formas.

selo2_amigosdoplanetaP.S. E enquanto eu estava em Pernambuco (no #portocainarede conhecendo várias coisas de Ipojuca), a Blogagem Coletiva Inclusão Digital Eu Apóio! continuou:


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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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