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Vinte e oito de abril é o Dia Internacional da Educação.

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Referência à conclusão do Fórum Mundial de Educação, realizado na cidade de Dakar no Senegal no ano 2000, reunindo 180 países que estabeleceram seis metas com o objetivo de disseminar o acesso à educação de qualidade ao redor do mundo.

Chegamos ao ano em que estas metas deveriam estar cumpridas. Mas, quinze anos depois, ainda falta muita coisa em diversos países.

No Brasil, a Unesco considera que apenas duas das seis metas foram cumpridas. Do lado oficial, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) órgão vinculado ao Ministério da Educação, discorda dessa avaliação e afirma que cinco das seis metas teriam sido alcançadas.

Como 2015 é o prazo final para o cumprimento das metas EPT (Educação para Todos), uma nova edição do Fórum Mundial de Educação ocorrerá na Coréia do Sul, em Incheon, entre 19 e 22 de maio, envolvendo representantes dos Estados Nacionais e da sociedade civil, buscando encontrar alternativas reais para concretizar as metas até 2030, prazo final para as novas metas que estão sendo redigidas.

Daniel Cara, doutorando em Educação (USP) e mestre em Ciência Política (USP), coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e membro do Fórum Nacional de Educação, relembra que o cumprimento do novo PNE (Plano Nacional de Educação) será suficiente para o Brasil alcançar praticamente todas as metas que devem ser estabelecidas na Coréia do Sul, mas que as leis educacionais brasileiras são boas, porém distantes de serem cumpridas. Em sua coluna ele traça um panorama real do momento. De lá tiro um resumo que é um eco do que muitos de nós cremos e desejamos:

“Implementar o PNE é urgente. Daqui a dez anos, no Dia Internacional da Educação de 2025, não será mais aceitável que o Brasil continue simplesmente dizendo que é um país que avança em termos educacionais, mas permanece distante de consagrar o direito à educação pública, gratuita, laica e de qualidade para todos e todas.”

Mas nem tudo é reclamação neste dia da educação.

Há #razõesparaacreditar – e a história do Seu Vitor me fez chorar nesta manhã. 🙂

seu_vitor

Ele faz parte de um grupo, ainda pequeno, que, embora mais tarde que o normal, volta a frequentar a escola depois de anos e consegue concluir os estudos. No final de 2014, aos 73 anos, foi aplaudido por um auditório lotado no dia da formatura da turma da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de uma escola de Porto Alegre.

Os idosos do programa Educação de Jovens e Adultos (EJA) fazem parte de uma parcela da população brasileira que não teve oportunidade de frequentar a sala de aula na idade certa.

Segundo dados do Censo Escolar 2013, são pouco mais de 3 milhões de pessoas dessa faixa etária matriculadas em escolas da rede pública estadual e municipal de ensino.

O analfabetismo, no entanto, não é uma realidade somente da terceira idade.

O último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 8,3% da população brasileira não sabe ler ou escrever. O índice corresponde a mais de 13 milhões de brasileiros. Entre os adultos, a taxa é de 10,2%.

Sonho que pessoas como Seu Vitor mudem esta realidade, inspirem outros e alterem o destino de famílias. Aqui no blog promovemos, em 2011, uma blocagem coletiva Estudar Vale A Pena na qual duas amigas minhas contaram do orgulho de assistirem à formatura de seus pais já adultos.

Claudia Santos: Eu fui na formatura do ensino médio do meu pai e eu vou dizer nunca me senti mais orgulhosa (por @djmisscloud)
Aline Kelly: Uma grande mulher me ensinou que estudar vale a pena

As conquistas que os mais velhos atribuem aos estudos mostram que o papel da escola não é somente preparar e conduzir ao mercado de trabalho. Aprender traz benefícios muito maiores para todos. A escola é um espaço de inclusão. Na faixa dos 60 anos, muitas vezes a pessoa é viúva, é aposentada, se sente só. A escolarização faz a diferença. A pessoa aprende a lidar com outras coisas da vida.

Que tal aproveitar este dia internacional da educação para estimular mais gente a fazer como Seu Vitor, Dona Dorvalina e Seu José?

5_atitudes_institucional

Desde 2009 eu sou voluntária desde movimento do bem e tento fazer minha parte, nem que seja nas escolas dos meus filhos, como contei neste vídeo da campanha 5 Atitudes Pela Educação:

Vamos Todos Pela Educação?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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