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“Os negócios não são somente exploração, egoísmo, lucro a qualquer custo. Se não criamos valor, fundamentalmente, não sobrevivemos”, diz Raj Sisodia, do Instituto Capitalismo Consciente e professor no Babson College, em Massachussets, nos EUA.

Ele é autor do livro Firms of Endearment (em português, “Os segredos das empresas mais queridas”) e alguns o “acusam” se ser o “novo guru paz e amor” de empresários como Abílio Diniz. E foi na época em que esteve no Brasil para uma palestra no GPA que eu li uma explicação interessante dele, respondendo Qual é o primeiro passo para ser uma empresa querida?

“O principal é ter um propósito maior. Depois de a empresa saber qual é seu propósito, ela precisa de funcionários que se importem com esse propósito. Não é só dinheiro. A satisfação com o trabalho importa muito. Depois você deve criar valor para todas as pessoas envolvidas. Se você não tiver os líderes certos, não vai achar o propósito certo. Está tudo interconectado.”

Embora ele nos dê muitas respostas, no geral sinto que a abordagem do capitalismo consciente de Sisodia  é uma conversa oriental que só existe com muitos questionamentos interiores.  E tudo começa quando ele fala que o capitalismo não é apenas sobre fazer dinheiro e ter lucros. É um conceito com propósitos mais profundos.

Trata-se de perguntar:

Por que o seu negócio existe? O que o seu negócio faz para o mundo ficar melhor? Grandes companhias têm grandes propósitos.

Hoje no Sustainable Brands, evento no qual Raj palestrou, ele apresentou dados atuais que dão conta de que a expansão do capitalismo está levando à erradicação da pobreza extrema, por exemplo – isso aconteceria em 30 anos, mantidas as atuais tendências.

“Isso é uma prova de que o capitalismo ajuda, e não necessariamente dificulta, o bem-estar das pessoas”, afirma.

Com base nos quatro pilares do capitalismo consciente – integração dos públicos estratégicos, lideranças conscientes, cultura de consciência e propósito maior –, o pesquisador destaca que as empresas que terão sucesso no futuro devem gerar valor e riqueza a partir de um propósito claro de contribuição. “As empresas devem perceber que, no fundo, estamos todos no mesmo barco – e temos uma capacidade de transformação infinita”.

“Negócios geram valor e são éticos, porque se baseiam na troca voluntária de produtos e serviços – ou seja, na liberdade de ação”.

Gostou?

Veja também a palestra dele no TEDxNewEngland: Reimagining Capitalism with Higher Consciousness.

A gente deveria estar no Sustainable Brands Rio, mas nem sempre dá para ir em tudo!

Apesar da saudade do Rio, SP é nosso lar.

Felizmente tem streaming e estamos acompanhando aqui #sbrio15.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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