Rádio Peão no Twitter e a força da mídia social #paposemrede

“Não existe motivo para sustos. As mídias sociais são agregadoras, verdadeiras mamas italianas onde sempre cabe mais um prato no almoço de domingo.”
@
pollyanaferrari

twitter no trabalho, twitter profissional, dicas para usar twitter no trabalho, como usar twitter, twitter profissional, fazer twitter bombar, ferramentas para twitter, twitter corporativo, twitter na voce sa, reportagens de twitter, fofoca no twitter, redes sociais especulação, radio peão no twitterNesta manhã participei, com outros players de social media, de um chat online promovido pelo Nós da Comunicação sobre A Força da mídia social, tema do livro que Pollyana Ferrari lançou recentemente e que trata deste universo no qual estou tão inserida. Pollyana, doutora em ciências da comunicação pela ECA/US, era a nossa interlocutora e eu já antevia uma conversa muito boa porque li outro livro seu, Jornalismo Digital (Editora Contexto).

Até que ponto podemos confiar no que lemos? Esta foi a pergunta do dia para muitos de nós e abriu um espaço para refletirmos coletivamente sobre a relação que se constroi entre os jornalistas tradicionais e os editores de mídia social – apesar de ser jornalista e estar do lado de cá (dos blogs) há 5 anos, depois de 10 na área impressa, eu me sinto muito dividida entre os dois mundos!

Em certo ponto da conversa de Pollyana com os leitores do Nós da Comunicação – papo que pode ser lido na íntegra aqui – eu comentei que os comunicadores deveriam ao menos se familiarizar com todas as ferramentas, mas não é o que ouço dos colegas – ou já se renderam (foram picados pelo bichinho da social media) ou relutam com todas as forças a provar, com medo. Este jornalista que ainda corre em busca do furo de reportagem e tem uma mentalidade competitiva é o mesmo que não gosta que blogueiros (ou jornalistas de mídia online) estejam nas mesmas coletivas que eles – sabem que não vão ser tão rápidos e não entendem que são meios e formatos diferentes. Estive na terça numa coletiva que mostrava exatamente esta diferença entre os jornalistas totalmente offline, ainda no bloquinho, que não fotografam, não tuitam profissionalmente, e aqueles que assumem a postura de prestar um serviço ao leitor.

‘O comunicador precisa ser autodidata. Correr atrás sem medo. Estudar, ler, se aventurar’

Na verdade o jornalismo que fazemos na web com Twitter e blogs está muito mais próximo do rádio, não acham? E, como bem disse Pollyana, o rádio é a eterna mídia do presente, do imediato… e como ele sempre existiu e não impediu o avanço dos outros veículos, nem quando passou a usar telefone celular, não há motivos para os outros se assustarem tanto com quem usa a social media como um radialista que apresenta o presente.

twitter no trabalho, twitter profissional, dicas para usar twitter no trabalho, como usar twitter, twitter profissional, fazer twitter bombar, ferramentas para twitter, twitter corporativo, twitter na voce sa, reportagens de twitter, fofoca no twitter, redes sociais especulação, radio peão no twitter

E por falar em rádio, agora à noite vou participar de um debate que trata de um tema inusitado, mas real no cotidiano virtual: Rádio Peão. Isso mesmo, aquele telefone sem fio dentro das empresas, meio de comunicação não-oficial  divulgado nos bastidores e extraoficialmente, antes mesmo de a informação ser comunicada (ou confirmada) pelo gerente ou coordenador direto da equipe. Pois tem gente que aposta que a tradicional Rádio Peão (demonizada em ambientes pouco democráticos) virou Rádio Peão no Twitter e veio para ficar. E como isso tem acontecido? Não é tão raro lermos tuites contando casos de assédio moral, “puxadas de tapete” ou abuso de poder. Muitos tentam fazer tudo anonimamente, mas é incrível notar que tem que algumas pessoas ainda blogam ou tuitam em aberto, de seus perfis, deixando as empresas nas quais trabalham vulneráveis com suas queixas públicas!

Hoje as mídias tradicionais usam as mídias sociais como pauta e às vezes um boato pode virar uma noticia com força suficiente para virar uma verdade.

O resultado? Arranhões ou mesmo rombos na reputação online da marca – afinal, nunca sabemos que destino um tuite pode ter, pode ficar sem ser lido ou ser retuitado infinitamente…. a pergunta é: Que postura as empresas e marcas devem ter sobre o tema? Proibir o “maltweet”? Limitar a voz dos funcionários no que diz respeito à marca? Criar uma política de uso de redes sociais?

Este tema será debatido hoje no #paposemrede (grupo de discussão sobre mídias sociais que promove debates ao vivo via chats online), às 21h, por mim e Liliane Ferrari no @paposemrede, com mediação de Marcia Ceschini a partir das 20h45 neste link.

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook