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“Eu fico pensando se essas pessoas que ficam esbanjando maldade e deboche em comentários nas redes sociais teriam a mesma coragem cara a cara.”
Thiago Mobilon (@mobilon) no Twitter

Eu também me pergunto isso. E como ele, não vivi nada assim recentemente. “Não falaram nada de mim e nem foi uma indireta, não. Apenas indagando porque vejo gente se odiando aqui e parece que é só recalque…”

Mas eu acompanho as redes sociais e o tuíte me lembrou de pelo menos duas situações meio recentes relacionadas a esta reflexão:

1. A pessoa lê dois tuites (menos de 500 caracteres), vê umas três fotos no instagram e conclui que a marca X fez um encontro para fazer “socialwashing” (estou dando uma de Odorico Paraguaçu e sucupirizando o termo greenwashing para falar de ações sociais). Não se dá ao trabalho se pesquisar e se queima ao confundir uma coletiva de imprensa que tem a presença de nomes históricos de um movimentos de direitos civis com um oba-oba, deixando transparecer seu possível despeito por não ter sido convidado.

2. A pessoa acredita que os grupos privados e fechados nas redes sociais são espaços onde pode destilar veneno e soltar boatos que ficarão ali, entre os membros virtuais. Não percebe que o ambiente virtual é mais um dos espaços de convivência social do século XXI e que estes assuntos serão imediatamente tema de conversas ao vivo. Já vi muito cara de pau ser indelicado e caluniar gente nas conversas virtuais fechadas e depois sorrir e elogiar ao vivo, sem constrangimento pela falta de memória e de responsabilidade por seus atos. E aqui vale lembrar que favoritar publicamente o perfil profissional de quem acusou de desonesto é admitir que mentiu – e isso aconteceu no perfil do about.me!

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A verdade é que “maucaratismo” existe “desde que o mundo é mundo” e que, como sempre afirmam os especialistas em comportamento humano, as redes sociais digitais são apenas reflexo das teias de relacionamento que fazem parte da humanidade.

Tem muito cara de pau e tem muita gente ardilosa e ruim, mas poucos são tão bons a ponto de precisarem de um “Carl Lightman” (de Lie to me) ou um membro da equipe de Aaron Hotchner da BAU (de Criminal Minds) para ser descoberto.

Nós temos bom senso e feeling (intuição?!) para evitar estas pessoas. E, em último caso, sempre se pode adotar uma estratégia “Ligações Perigosas”, reunindo provas e vítimas, para desmascarar e banir o carrasco.

Eu prefiro ter paciência e retidão, contando que, com o tempo, tudo se mostra porque, como dizia Bob Marley, ninguém consegue enganar todo mundo o tempo todo.

😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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