cultura web

“Como empresas devem atuar no social media? Dialogando com usuários e os ajudando a encontrar pessoas com interesses afins”, aconselhando os interessados a “Usar as Redes Sociais com uma dinâmica apropriada de amigo para amigo, sem replicar o que já usa em blogs (e sites).”
@escola_comunic

Reprodução de site - Jimmy Wales, o criador da Wikipedia, que discute como é possível criar e moderar conteúdo de qualidade gerado pelos usuários

Reprodução de site - Jimmy Wales, o criador da Wikipedia, no INFO@Trends

Acompanhei na semana passada o INFO@Trends cujo conteudo pode ser lido integralmente aqui e que discutiu o futuro da internet e como as novas tecnologias estão mudando o comportamento das pessoas e influenciando a economia. Muitas conversas surgiram em paralelo no Twitter e gostei especialmente da levantada pela pesquisadora Raquel Recuero sobre a notícia do @IDGNow que afirmava que “Celebridades têm baixa influência no Twitter”. Raquel afirmava: “já cansei de dizer que número de seguidores não é igual a influência”.

E por que não? Porque autoridade e influência não são sinônimos, dizia a pesquisadora, são coisas diferentes. “Autoridade vem do reconhecimento da rede social de um valor (por exemplo, conhecimento). Mas pode não gerar influência alguma. Influência, de outro lado, é a capacidade de influenciar outras pessoas na rede social. Pode não ter relação nenhuma com a autoridade do nó.”

Para exemplificar ela usou o fenômeno da semana (#calabocagalvao), lembrando que a influência dele, sua capacidade de viralização veio da quantidade de amigos retuitando a hashtag e não da autoridade deles. Medir a autoridade pelo número de RTs (quando a mensagem é repassada para frente) é dar espaço para quem realmente usa Twitter para informar – as celebridades costumam usar o Twitter de forma mais “conversacional” logo, é evidente que terão menos RTs. Por isso, Twitter de celebridades tem baixa influência, como concluiu o estudo feito pela empresa de monitoração Sysomos, que pesquisou os perfis de famosos, ao passo que os seguidores de alguns veículos de mídia têm mais influência que muitos pesos-pesados da mídia digital. O estudo revela que, apesar de terem um grande número de seguidores, muitos deles têm baixa ou nenhuma autoridade. A Sysomos toma como exemplo Ashton Kutcher (5 milhões de seguidores), Britney Spears (4,8 milhões) e Lady Gaga (4,4 milhões).

Por outro lado, familiares e amigos ainda influenciam muito. Uma pesquisa do Centro Avançado de Estudos e Pesquisas da ESPM fez essa constatação, afirmando que a internet é hoje a ferramenta que mais influencia os consumidores na hora de decidir pela compra de um produto. Vale ver os resultados aqui e pensar sobre como nós somos influenciados em nosso consumo – e aqui vale compras, TV, cinema, passeios…

😉

E para quem tem acompanhado este universo, nesta semana São Paulo tem mais um encontro focado nas mídias sociais: o Social Media Brasil vai destrinchar o tema com debates bem interessantes, como se pode ver na programação. Fiquei especialmente interessada em alguns: Uma análise SWOT das Mídias Sociais (Patrícia Moura – Binder/Visão Estratégica), Cultura 2.0 – Usando as mídias sociais para engajar comunidades (Jessica Faye Carter – Nette Media), Blogs: nós somos social media? Nós fazemos jornalismo? Nosso negócio é viável? (Adriano Silva – Spicy Media), Consumo colaborativo – É tudo nosso (Renato Ourinhos – Riot), Mobile, hiperlocalismo e realidade aumentada (Terence Reis – Pontomobi), Mídias sociais nas faculdades (Eric Messa – FAAP) e Buzz versus Vendas: aumentando suas conversões em Mídias Sociais (Edney Souza).

P.S. Se você também ficou curioso, como eu, para saber como se calcula a autoridade: a Sysomos explica que o ranking de autoridade é calculado com base no número de seguidores, seguidos, atualizações e retweets, entre outras métricas, resultando em um ranking no qual um perfil com mais autoridade tem mais influência.

Você pode gostar também de ler:
Nem todo instagramer é um geek que usa os filtros do smartphone para fazer seu
Tudo começou num papo descontraído no Facebook que eu vi no Twitter sobre os furoshikis
Perguntei novamente ontem no Twitter se "as amizades da internet são descartáveis", inflexível na minha
Já escutei algumas vezes dos amigos dos meus filhos que usam Twitter que suas contas
“A necessidade de investimentos em infraestrutura no Brasil é muito grande, e isso já é
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas