a vida quer

Quem fazia diário antes do blog levanta a mão!
Foi o que pensei quando recebi esta dica ontem. Fala de um livro, Segredos Públicos – Os blogs das mulheres do Brasil, um estudo da pesquisadora Luiza Lobo sobre o fenômeno da passagem do privado para o público em termos de confidências femininas. Vou procurar para ler, depois eu dou minha opinião. Como já diz meu filho Enzo, faço uma “resenha, uma descrição minuciosa”. Tenho orgulho de contar que ele tem feito suas resenhas de filmes em um caderninho! Que fofo!
Concordo com ela, o tom confessional do diário escrito à mão passou a ser um diálogo com o leitor do blog, enfim, deixou de ser solitário para ser pseudo-social. Termo estranho? Mas é a verdade, porque há uma dicotomia no “social” que buscamos com o blog: sabemos que seremos vistos, mas não falamos em tom professoral. A confissão ainda permeia o texto, levando-nos ao prazer de compartilhar algo especial com alguém – mesmo que não saibamos exatamente quem o vê do outro lado da tela!
Enfim, quanto à minha pergunta acima: mantive diário por anos, provavelmente toda adolescência e como diz a autora, desfiz-me de todos ao chegar à idade adulta. Não por casar, mas porque eu mudei para outro país e não queria que meus segredos fossem lidos em vida (risos).
Meu professor de Língua Portuguesa na UFPR, Cristóvão Tezza, uma vez perguntou na aula quem tinha feito diário e quem tinha sido orador da turma. A sala meio que se dividiu. Ele depois falou: quem fez diário vai ser bom redator, porque aprendeu a escrever para si, a desenvolver uma idéia, sem limitações. Fiquei toda cheia, porque jamais fui nem seria oradora de turma. Minhas idéias jamais expressariam um coletivo!
No mais, estou encarando o frio do sul na casa dos meus pais, feliz por não morar mais neste frio e umidade. E os meninos tossem, até o Buddy (cão cocker da família que é do tempo que eu namorava o Gui) está tremendo e vai ganhar uma blusa de tricô à mão. Que feriado de maio!
Ontem eu a Simone encaramos o friozinho do final da tarde para apresentarmos Giorgio e Gabriel, foi muito legal. A princípio uma estranheza natural dos dois, mas depois estavam de mãos dadas, amiguinhos. Se ficássemos mais tempo e fosse num horário menos estressado, eles teriam brincado muito.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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