Quem é louco de desprezar R$ 68,6 bilhões por ano? Os que ainda não descobriram que a favela consome!

Nesta terça estou acompanhando ao vivo números de uma realidade que muita gente desconhece ou torce o nariz, fingindo desprezar ou não perceber: a do consumo e da boa vida nas favelas brasileiras.

Chamo de boa vida porque conheço algumas comunidades e sei que, embora o nascimento dos bairros tenha sido sui generis, as favelas são bairros que crescem em poderio econômico, em qualidade de serviços e, em especial, no capital humano.

E só sendo gente de qualidade os moradores das favelas conseguem fazer o que fazem, admitamos! Segundo pesquisa do Data Favela, feita com o apoio do Data Popular e da Central Única das Favelas (Cufa), eles movimentam R$ 68,6 bilhões por ano.

E mantém um padrão de vida classe média:

– Em 2015, 75% das casas têm máquina de lavar roupas. No levantamento de 2013, o índice era 69%.

–  Aparelhos de TV de plasma, LED ou LCD estão presentes em 67% das residências, contra 46% em 2013.

– O estudo revela ainda que subiu de 20% (em 2013) para 24% o percentual de moradores que têm carro.

– Também cresceu, no entanto, o número de moradores de favelas endividados. Em 2013, 27% deles tinham dívidas, em 2015 são 35%. A faixa etária entre 35 e 49 anos tem o maior percentual de endividados, 45%.

– A inadimplência ficou no mesmo nível: 22% têm contas atrasadas há mais de 30 dias, 53% dizem que está difícil manter as contas em dia e 80% têm medo da inflação.

A pesquisa mostra ainda que o aumento da renda média, proporcionado principalmente pelo crescimento real do salário mínimo e do emprego formal, tem permitido que os 12,3 milhões de pessoas que vivem nessas comunidades participem do mercado de consumo.

A pesquisa foi feita, em fevereiro deste ano, com base em 2 mil entrevistas de moradores de 63 favelas, em dez regiões metropolitanas – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Curitiba, Porto Alegre e Brasília.

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Ao longo do 2º Fórum Nova Favela Brasileira, no qual estou hoje, no Complexo Ohtake Cultural, zona oeste da capital paulista, conto mais detalhes da fanpage. Siga lá facebook.com/avidaquer.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.