mãe

[Todos os domingos um dos textos que fiz para o Mãe com filhos é republicado nesta seção]

Há alguns dias um jovem me procurou para mostrar um projeto sobre contação de histórias. Achei muito bom o material que ele se propõe a produzir num novo blog, uma nova linha de trabalho motivada pela produção de um vídeo para o primeiro aniversário do sobrinho. Segundo me contou, ele pensa em “auxiliar pais que, por conta da correria do dia-dia, não tem muito tempo para elaborar histórias para seus filhos pequenos. Eu fui criado com um pai que todas as noites ia até minha cama e me contava contos, inventados na hora. E sei o quanto isso me fez bem.”

Eu fiquei pensando sobre esta “obrigação” que temos de contar histórias para os filhos hoje em dia. Em casa eu tenho uma troca muito grande com os meninos, mas minhas conversas com eles são sobre o que lemos (agora é Alice do Lewis Carroll, antes foi Crônicas de Narnia, de C.S. Lewis), com muitas viagens sobre história, antropologia e sociologia. É uma opção minha como pessoa transitar no campo do real e não da ficção e nem por isso deixo de contar histórias para eles… enfim, é relativo e ultra pessoal – além de um direito – escolher o que vamos contar aos filhos como história no lazer.

Acredito que até lembranças de uma boa novela de TV servem como ponto de partida para estes momentos porque, efetivamente, o que conta é a transmissão de valores que passamos na escolha e a condução dos temas, mas acima de tudo o tempo que se passa junto. Pais que jogam futebol, caminham ou cozinham com seus filhos estão passando os mesmos valores e aproveitando igualmente o tempo. Vejo os meus filhos e meu marido vendo Discovery Channel juntos nos sábados de manhã – programa indefectivel – e noto que eles o fazem trocando, aprendendo uns com os outros, curtindo, enfim, vivendo da melhor forma.

Mas eu admito que noto o prazer imenso dos meus filhos quando o pai ou a avó contam histórias inventadas. Meu esposo tem uma história que conta para eles desde que meu filho era quase um bebê – é a história maluca do Juquinha, o menino da perna de pau, que ele inventou a partir do acidente do Roberto Carlos quando criança – e que é a favorita dos meninos porque está sempre acontecendo, com mil novidades e fantasias.

Gostaria muito de saber que tipo de história vocês, pais e mães com filhos, contam para suas crianças. Elas são inventadas ou lidas? E quem tem o dom que tem de contar histórias, ilustra-las e anima-las, o pai ou a mãe?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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