Que tal parar de “dar Ibope” para coisas assim?

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Crédito da foto: reprodução de site

Eu não costumo ver Avenida Brasil, mas nesta semana vi a cena de violência mútua familiar na qual a personagem principal (a vilã Carminha) era escorraçada de casa pelo marido Tufão. Horas depois vejo um alvoroço nas redes sociais for conta de um texto de Leonardo Sakamoto intitulado Que tal processar Tufão pela Lei Maria da Penha?

Apesar de defender a Lei Maria da Penha antes de se tornar lei, só não concordo totalmente com o viés do texto de Sakamoto porque vi na TV a família toda sendo mutuamente cruel e agredindo-se verbal e psicologicamente. Há uma simbiose neste tipo de relação que está além da possibilidade de que uma lei contra violência familiar resolver – é bom lembrar que a lei protege quem é agredido, mas ficou famosa por apoiar as mulheres.

O todo que se apóia nestas historias de vingança (A Outra, novela do mesmo autor, seguia a mesma linha) é uma força que deveríamos fazer calar em nós e que, pelo contrário, vejo reviver sempre que fãs dos folhetins se agrupam nas redes sociais para acompanhar as maldades e as mazelas humanas.

Sakamoto terminava o texto dizendo que

“Em uma sociedade que canta um “tapinha não dói” e se sente vingada quando alguém que teve uma relação extraconjugal apanha em rede nacional, a Lei Maria da Penha é uma lufada de ar fresco. Mais do que apenas punição, é didática.”

E eu relembro palavras que ouvi de Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica Brasil, de que para melhorar é preciso, além de outras ações, uma mudança cultural e para isso precisamos falar sobre a realidade atual para convidar as pessoas a refletir e assim rever seus conceitos. Neste sentido, tanto a novela quanto o texto são excelentes agentes de mudança, concorda?

E para refletir:

Uma TV de qualidade é a que não estimula o preconceito“, disse Beth Carmona em entrevista. A Presidente do Midiativa falou de programação de qualidade para crianças e do sonho de integrar a produção da América Latina. Vale o clique.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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