Que sugestões de regras você daria se pudesse definir um padrão adequado para o uso de celular na escola? #ft_eie11


Um compartilhamento na atividade Famílias Interativas do VI Encuentro Internacional EducaRed me impressionou muito nesta semana. Carol Patrocínio, do blog Ser mãe é… contou que recebeu um vídeo em que o professor arranca o celular da mão de uma aluna e o destrói jogando no chão. Ela contava que depois de assistir ficou “sem ação por uns minutos, pensando o que eu faria se estivesse ali, no lugar de cada uma daquelas pessoas. E a conclusão, depois de muito pensar em diversas coisas, é que os professores ainda não aprenderam a inserir a tecnologia e as facilidades de celulares, e-readers e nem mesmo do computador no dia a dia.”

Ela perguntava no grupo: “Como você ensinam os pequenos a lidar com essas tecnologias sem perder o respeito pelos costumes do mundo offline?”

Assista ao vídeo:

Realmente este vídeo é dos mais impactantes que já vi. Não sei se é por parecer real, espontâneo, ou se é por imaginar que havia uma mecânica ruim neste relacionamento da classe com o professor. Porque a menina sim, atende o telefone (e o deixa tocar na sala de aula), mas o garoto está gravando o tempo todo, na boa, sem ninguém achar estranho!

Apesar da explosão do professor, o fato é que eu admiro estes caras que saem de casa todo dia para encarar uma juventude assim. Não creio que haja grande diferença nas salas de escolas públicas ou particulares, há um excesso de direitos por parte dos alunos e um descomprometimento em relação ao ambiente escolar e à educação.

Neste caso não se trata de pensar em como unir o uso do celular com a educação (tema sobre o qual @soniabertocchi e @zeroig falam tão bem), mas sim ensinar princípios básicos de ética, de postura, de educação para os jovens. Será que eles sabem que independente do aparelho que têm a sala de aula é o local para aprender, tirar suas dúvidas, exercitar o conteúdo? Eles estão sendo orientados a separar sua vida social da sala de aula? E como a escola e os pais estão fazendo esta orientação? Em que momentos, usando quais critérios? Serão os discursos do lar e da escola uníssonos nesta temática? E se não são, como unificar?

Que sugestões de regras você daria se pudesse definir um padrão adequado para o uso de celular na escola?

Não deixe de compartilhar conosco aqui e no site do Encuentro. Unindo nossas ideias é que podemos juntos melhorar esta situação.

P.S. Tem um debate muito bom, iniciado em espanhol (com texto de Sônia Bertocchi e Claudemir Viana) mas com participações bilíngues, que debate este tema: El porqué del teléfono celular en la educación.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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