Que escola você quer ver campeã neste carnaval?

20130209-220700.jpg

A charge (de Erasmo), que circulava nas redes sociais nestes dias de desfiles de escola de Samba, me lembrou uma notícia que li há algumas semanas, de que, às vésperas da festa popular, a prefeitura de Petrópolis, RJ, cancelou o carnaval na cidade e prometeu que os repasses, no valor de R$ 1 milhão, que iriam para o desfile das escolas de samba do município, serão investidos na saúde.

Curiosamente os representantes de escolas e blocos da cidade entenderam a situação e concordaram com a providência do governo municipal, de se eximir da parte organizacional das festividades de rua – coisas como as estruturas como as arquibancadas, que não seriam montadas, – mas que não impediriam que os blocos que queiram sair às ruas desfilem. Tampouco eventos tradicionais da cidade da serra fluminense foram cortados do calendário – eventos como o Baile dos Fantasmas, o Banho a Fantasia, os bailes que ocorrem nos bairros e a Matinê no Obelisco – e a festa popular ganha novos velhos ares, de quando a população se organizava e ia brincar na rua com naturalidade e alegria.

Cresci em regiões sem tradição de carnaval de rua, mas não desvalorizo as festividades. No entanto, ao observar como os valores que movem as festas populares são altos e pensar que uma pequena parte poderia ser revertida para áreas também importantes, como a preservação da cultura, me pego sonhando…

E se além da saúde parte disso fosse também para educaçao?

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.