Quatro hábitos do tempo da bisavó que evitam doenças

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Continuamos com as dicas de saúde e bem estar às segundas-feiras por aqui. Desta vez a reflexão é minha, sobre uma leitura que fiz na Seleções, com dicas do oncologista David B. Agus, que relacionava os hábitos diários à longevidade. As sugestões me lembraram uma entrevista com Oscar Niemeyer que li uma vez na qual ele contava que tem uma cozinheira que trabalha em sua casa há décadas e lhe garante uma rotina equilibrada no dia a dia.

Sempre que conheço uma pessoa idosa com muita saúde e lucidez, noto que exatamente a mesma coisa está presente no cotidiano de forma quase invisível: um respeito aos pedidos do corpo. Fome, sono, cansaço, as necessidades básicas são respeitadas e atendidas com moderação e comedimento.

Eis, admitamos, um enorme diferencial da nossa geração com a de nossos avós e bisavós.

Veja algumas dicas simples de seguir:

Evitar que os resfriados se tornem gripes e as infecções sejam freqüentes e comuns. A vó sempre falava: “leve um casaquinho”, “pegou o guarda-chuva?” ou “tome um chá quentinho”. Pequenos hábitos que preservam o organismo de novas infecções e dão chance do corpo reagir a pequenos estresses, como os motivados pela mudança súbita do clima.

Manter regularidade no cotidiano. Fiquei surpresa ao saber que até comer um hora mais tarde do que de costume pode aumentar os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, desequilibrando o organismo. O ideal seria manter uma rotina, procurando se alimentar, acordar, dormir e se exercitar (física ou intelectualmente) sempre nos mesmos horários.

Movimente-se durante o dia. Mesmo que você faça muitas atividades na academia ou jogue uma hora de tênis por dia, por exemplo, se não se movimentar durante o dia, terá alterações no colesterol, na pressão arterial e sentirá dores nas juntas por ficar parado por muitas horas. Eu faço muito isso: caminho pela varanda sempre que atendo o telefone, levanto para conversar na mesa dos colaboradores do escritório, encho minha garrafa de água o filtro da copa algumas vezes durante dia. São poucos passos, mas neste vai e vem eu me alongo e descanso de ficar parada.

Procure se alimentar com frutas e vegetais frescos. Aquela máxima “pense globalmente, compre localmente” tem mais um sentido, muito mais individualista do que a preservação do meio ambiente. Quando preferimos alimentos produzidos na região – e dai cremos que seriam mais frescos – nós garantimos que mais nutrientes que combatem doenças estarão presentes. Se você não consegue comprar sempre ou se não usa tudo que compra, uma dica: limpe ou descasque, corte e congele ainda frescos, eles preservam mais os nutrientes assim do que depois de dias nas prateleiras dos supermercados. Faço isso com frutas que viram sucos no liquificador com facilidade, assim como com vegetais que incorporo sem preguiça a sopas e refogados.

E você, querido leitor, lembra-se de hábitos de família que são bons? Compartilhe nos comentários!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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