cidadania

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Como contei na quinta-feira, estive no Tocantins neste final de semana participando da Intercom Norte. Além de toda honra por participar do evento, levando algumas pulguinhas para deixar atrás das orelhas dos alunos de Comunicação Social (no geral jornalistas) sobre o novo mercado das novas mídias, segui também curiosa com o novo estado que nasceu quando eu já era adulta e que, pelo que acompanho à distância, cresce muito, atraindo para sua região muitos brasileiros do espírito empreendedor.

Gostei do que vi.

Palmas, a única cidade que pude conhecer por estes poucos dias, dá noção do quanto o estado do Tocantins é promissor. Toda planejada, ela me lembrou demais Maringá, no Paraná, cidade que teve também um planejamento urbano anterior à colonização maciça, mas tem um toque de “tudo é possível” que eu vi em outra cidade paranaense na qual morei na infância. Pato Branco ainda comemorara orgulhosamente seus 30 anos quando meu pai foi convidado a ser gerente do Banco do Estado do Paraná lá. Era uma cidade mais forte e estabelecida do que Palmas, admito, até por estar numa região antiga, mas tinha em si esta mesma mentalidade empreendedora, amistosa que, junto com a cultura gaúcha, fez algumas regiões tomadas pela migração interna no Brasil dar certo. Barretos, na Bahia, e Sinop, no Mato Grosso, são cidades assim, nas quais os sulistas foram para fazer uma nova vida.

A impressão que tive de Palmas é a de que tudo isso se repetiu, mas com uma ordem que advém do aprendizado e observação. Pessoas de vários lugares estão lá e há histórias dúbias sobre os métodos usados para garantir a segurança e a “qualidade de vida” (ou o padrão social) dos moradores, mas o que se nota na estrutura urbana é que o Estado deseja crescer. E pode crescer com muito conforto e prosperidade, coisas que, aliadas ao clima (é um calorão sim, mas há frescor na noite e os rios aliviam o ar seco), me fazem apostar naquela região.

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Em 23 anos a capital se tornou uma cidade que orgulha quem a adotou como lar. No sábado à noite, a convite de uma amiga goiana que se estabeleceu em Palmas (foi fazer a faculdade em 2004 e lá ficou, atuando agora como engenheira ambiental num órgão governamental), assisti a um concerto musical no Espaço Cultural em homenagem ao aniversário da cidade. Foi bonito ver os artistas tocantinenses de coração, embora não de nascimento, mostrando através da música que são uma síntese do Brasil, mas, ao invés de viverem na saudade das regiões que deixaram, valorizam e constroem uma nova realidade cultural e social para si e para suas famílias.

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Voltei planejando uma nova visita, para que meus “três meninos pescadores” possam aproveitar os rios incríveis de lá, eu possa descansar à beira das praias de água doce límpida e tépida, para conhecer mais da diversidade da fauna e da flora que vive na transição entre cerrado e floresta amazônica, para ir o interior conhecer as famosas cachoeiras (que outra amiga virtual de lá, que desvirtualizei nesta viagem, me disse serem lindas), mas acima de tudo para acompanhar o crescimento desta nova parte do Brasil.

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[Esta estátua fazia parte da decoração da quadra do Hotel Castelo, no qual nos hospedamos. Eu e @talitaribeiro registramos para mostrar como fomos bem recebidas nesta cidade que tem sonhos grandiosos.]
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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