Quando se tem mais passado que futuro, o tempo muda de valor

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Quando se tem mais passado que futuro, o tempo muda de
valor. Neste ponto entendemos os “chamados da vida” de outro jeito.
Ouvindo Ariovaldo Ramos (@ariovaldo) sobre Cronos e Cairós, percebi o
valor da ideia de “meia idade”, exatamente esta fase na qual a
gente ingressa aos 40 anos. Metade da vida se foi, temos metade
pela frente. Já vivemos o suficiente para termos quebrado a cara e
também acertado muitas vezes, o que nos concede aquela
tranquilidade para dizer não a muita coisa, a não deixar passar
oportunidades e a saber quando e como “se jogar” na vida.

Creio que este é o momento no qual
encontramos segurança para sermos instrumentos da vida, para
ajudar, apoiar, criar e vivermos com intensidade. Sentimos que
podemos cooperar sem medo de que nos “roubem ideias”, de
compartilhar sem o risco de ser “intrometido”, de doar sem esvaziar
nossas fontes de riqueza, materiais, humanas ou
espirituais.

Então estamos prontos?
Nunca né? Estamos só com olhar mais treinado e a acuidade visual
nos ajuda a buscar melhor o Caminho do Meio. Trilha-lo com
sabedoria, ora, está é a tarefa da outra metade da vida, do futuro
que, felizmente, é um sonho e uma esperança que podemos
acalentar.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.