Quando doi (e muito) amamentar

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Ainda bem que tem o Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno no São Luiz perto de casa. Precisei deles e do PS para aliviar uma obstrução no ducto lácteo.

Mãe de 3, super “praticante” do aleitamento materno, eu nunca tinha experimentado a dor que este problema traz! Mais uma que aprendi com a vinda da Manu: é preciso ter muito amor, resistência e perseverança para continuar amamentando quando este ato vem com uma dose de sacrifício.

Minha admiração pelas mães que não vivem “um conto de fadas” na amamentação e mesmo assim persistem aumentou muito!

Pesquisei sobre o assunto e descobri alguns textos interessantes, como um caderno sobre Aleitamento e nutrição infantil do Ministério da Saúde.

Engraçado como a gente demora a reunir os sintomas. Eu estava há dias com muita dor de cabeça (que julguei ser de um sorvete à base de leite que afetará meu fígado e minha intolerância à lactose) e mesmo quando as dores no braço e no ombro direito apareceram eu não juntei as pontas. Foi quando me ouvi reclamando para meu marido que a bebê estava mordendo só o seio direito que pensei que podia não ser mordida e sim dor.

(Como eu não faço – mesmo! – febre, aqui a dor precisa ser bem forte para eu perceber que há algo grave. Mas uma pessoa “normal” teria tido um estado febril junto aos sintomas que citei.)

O que me tive foi o resultado de um ducto lácteo obstruído. Descobri porque fui logo ao hospital, onde fui examinada e diagnosticada por uma ginecologista – e caso aconteça com você, não fique no “achismo” ou nos palpites leigos, vá ao médico!

Um ducto lácteo obstruído causa uma sensação de tensão, dor e endurecimento dentro da mama, podendo ela apresentar vermelhidão. A causa mais comum disso é não se colocar o bebê para mamar com freqüência suficiente, resultando no esvaziamento incompleto do peito.

No meu caso suponho (e a médica achou possível) que seja porque Manu, que sempre dormiu a noite toda, estava acordando de madrugada nas últimas noites e amamentei deitada. Não há problema nisso, mas como produzo muito leite, a posição (num horário em que a mamá está mais cheia) pode ter dificultado o processo natural de saída do leite e o lado sobre o qual estava deitada ficou sobrecarregado.

Mas outras razões são comuns. Se seu bebê estiver mamando menos – devido a uma fase de sono mais profundo ou um resfriado, por exemplo – o ducto obstruído pode ocorrer. Nesse caso, você deve retirar o restante do leite e guardá-lo para uso posterior – ou, se sobrar muito, doar!

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O que fazer se tiver o ducto bloqueado?

Falar com o médico, sempre. Mas você mesma pode tomar algumas medidas para alívio da dor, como compressas frias ou uso de discos calmantes resfriados. Lembre-se de que o calor faz o leite “descer” e vai aumentar a dor! Outra orientação é variar as posições de amamentação, permitindo que todas as partes da mama se esvaziem. Aqui a recomendação foi procurar amamentar sentada, na poltrona de aleitamento (para aliviar as dores no braço e ombros), posição que permite melhor “aproveitamento” da mamada pelo bebê.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.