cidadania / mãe

Eu ainda não me convenci, embora esteja acompanhando o debate acerca da publicidade infantil pelo Alana há muitos anos. Mas concordo que num mundo ideal as crianças não seriam bombardeadas por comerciais de comida não saudável e elas não estariam exatamente na altura das suas mãozinhas nos supermercados, mas não concordo que até os 8 anos as crianças não conseguem discernir porque acreditam nas coisas sem refletir. O que você acha?

Achei um debate que tratou especialmente do tema, no Ver TV, programa semanal da TV Câmara que discute as funções, a programação, os avanços tecnológicos e as questões éticas de uma TV de qualidade, comprometida com a cidadania. Gostei porque, dentre outros valores, fala-se muito sobre a troca da relação familiar com vários produtos – e creio que este fator está mais no cerne da questão do que efetivamente a proibição da publicidade.

O programa conta que desde 2006 discute-se a possibilidade de um maior controle sobre a publicidade de alimentos dirigida a crianças e adolescentes e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que ao final decidirá as novas regras, fica no meio de um embate travado por agências de publicidade e anunciantes, e por entidades da sociedade civil preocupadas com os problemas de saúde causados por alimentos pouco ou nada saudáveis.

Mas será que ensinar as crianças a se alimentar adequadamente não é uma responsabilidade que, em primeira e última instância, é responsabilidade dos pais? Por trás do excesso de comerciais focados nas crianças não está o filhocentrismo e a dificuldade dos pais de dizer não, de se impor, se mostrar como pessoas seguras do que estão oferecendo e ensinando aos filhos?

No vídeo abaixo Isabella Henriques, coordenadora geral do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana; José Augusto Taddei, médico e professor de nutrologia e pediatra da Universidade Federal de São Paulo, Unifesp; e Fabíola Calazans, professora de publicidade da Universidade de Brasília tratam o tema e vale a pena ver para refletir sobre os anseios da sociedade por uma publicidade mais comprometida com uma formação sadia de crianças e adolescentes.

😉

Reprodução do vídeo autorizada mediante citação da TV Câmara.

P.S. Dois projetos de lei se destacam nesse tema.

  • O PL 5921/2001 torna abusiva, dentre outras práticas, o aproveitamento da deficiência de julgamento e pouca experiência das crianças para induzi-las ao consumo excessivo. O PL altera a Lei de Proteção ao Consumidor (Lei 8.078/1990). Aprovado nas Comissões de Defesa do Consumidor (CDC) e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC), o projeto foi encaminhado para a CCTCI.
  • O PL 4315/2008 dobra o valor da pena para a publicidade enganosa ou abusiva dirigida à criança, também modificando a lei de proteção consumidor. A proposta foi tema de recente audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF).
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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