Premiando jovens jornalistas

journalist-award-premio-para-jovens-jornalistasTenho uma história que acho repetitiva como coisa de gente idosa, mas eu acabo contando de novo quando ouço falar de alguma situação em que a falta de visão do professor quase embota o crescimento dos alunos.

Quando eu estava no último ano da faculdade e a turma começou a falar dos projetos de final de ano (o TCC, que no nosso caso eram trabalhos nas três áreas do jornalismo, TV, radio e jornal) fui convidada a participar de um grupo que já tinha tema. Uma das moças estava afastada do trabalho por conta da L.E.R. e por conta disso decidiram focar em medicina do trabalho, com dicas de prevenção e casos reais. Quando soube do tema meu professor de telejornalismo nos achincalhou perante a turma, dizendo que doença não era notícia e que estávamos fadadas ao fracasso. Persistimos e, antes de apresentarmos o trabalho final, o Globo Repórter começou a fazer especiais mensais sobre saúde – onde descobriu um nicho que agrada muito o telespectador, resultando no que hoje parece uma infindável série sobre o tema. No começo do ano seguinte surgiu um concurso no Sindijor-PR chamado Sangue Novo no Jornalismo Paranaense e os formandos foram inscritos automaticamente. Ficamos como finalistas nas três categorias e ganhamos prêmio justamente com o programa de TV. Uma matéria minha sobre prostituição infantil na tríplice fronteira também foi premiada e estes reconhecimentos deixaram uma marca indelével na minha postura como profissional.

Lembrei disso tudo porque fui convidada a divulgar a terceira edição do Prêmio 3M para Estudantes Universitários e Jornalistas, um concurso que objetiva incentivar estudantes e profissionais da imprensa a produzirem trabalhos que destaquem descobertas de caráter tecnológico-social em benefício às comunidades. O prêmio é jovem como o Instituto 3M de Inovação Social, fundado em 2006, e que busca estimular o desenvolvimento de projetos e de descobertas inovadores e que promovam o desenvolvimento social das comunidades brasileiras na saúde, educação e tecnologias sociais.

Possivelmente você, como eu, já pensou em vários jovens talentos que deveriam se inscrever. A boa notícia é que podem participar estudantes e profissionais da imprensa, desde que o façam como autores de reportagens – tanto em mídia impressa (jornal e revista), quanto em mídia eletrônica  (TV, rádio e internet).

Se você ficou em dúvida ou curioso sobre os inscritos, dê uma olhadinha nos vencedores do prêmio em 2008 clicando aqui.

P.S. Curiosidade: no jornal que produzimos para faculdade (notem que não era mídia impressa, fazer jornal era um assunto indiscutível) eu fui a responsável porque tinha muita prática com diagramação e já fazia freelas compondo jornais corporativos. Para ser interessante escolhi escrever sobre esporte na última página e passei um dia no Coritiba (o Coxa, time da capital paranaense) entrevistando a equipe por conta de um jogador, o Pachequinho, que tinha se machucado e há meses se recuperava com total apoio do time. Lá eu conheci e conversei longamente com Marco Aurélio Cunha, que tinha recém-voltado do Japão e acabou sendo um dos responsáveis por minha decisão de mudar para lá no ano seguinte. Hoje ele é um dos dirigentes do São Paulo, time para o qual meu marido torce. 😉

*Este post é publieditorial.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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