Pra quê tanta #hashtag?

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Neste final de semana postei no Instagram, aquela rede social da qual sempre falo super bem e que é um espaço para os amantes da fotografia (por enquanto para usuários de iPhone, iPod, iPad), que estou aqui avaliando a possibilidade de deixar de seguir certo tipo de usuário nas redes sociais… 

O tipo ao qual me referia, sugerindo um “Unfollow” (deixar de seguir), é o que usa mais de três hashtags nas fotos do Instagram ou nas mensagens de Twitter.  Expliquei meu cansaço alegando que “hashtag supõe busca de quantidade de views e cliques e eu estou em busca de qualidade nos relacionamentos virtuais”, mas, depois, relendo os comentários, pensei que até valia a pena explicar um pouco deste universo tão nichado que fala de unfollow e hashtag como se fossem coisas palpáveis do cotidiano.

Vamos lá: 

O que são tags e hashtags?

O post de hoje vai tentar explicar hashtags do Twitter para quem não usa o microblog. Daqui a pouco no www.avidaquer.com.br

Tags (etiqueta, numa tradução  bem simplificada) são palavras-chave relevantes ou termos associados a uma informação. No Twitter e redes sociais vinculadas a este microblog as hashtags são palavras-chave antecedidas pelo símbolo “#”, que designam o assunto o qual está se discutindo em tempo real. Estas hashtags viram hiperlinks dentro da rede e criam automativamente uma busca, que deixa o termo fácil para busca. Mesmo sem usar o Twitter você certamente já leu outros veículos de comunicação dizerem em suas notícias: “o assunto foi muito comentado hoje no Twitter”. Então, sabemos que algo “bombou na web” porque os mecanismos de busca como este nos mostram em tempo real que estão sendo comentados pelos usuários. Graças a esta ideia genial (a da hashtag que se transforma em busca a um simples clique), os usuários podem clicar nas hashtags ou buscá-las em mecanismos como o Google para ter acesso a todos que participaram da discussão.

As hashtags mais usadas no Twitter ficam agrupadas no menu Trending Topics, encontrado na barra lateral do microblog.  Neste exato momento, enquanto eu escrevo o post, o tema em alta em São Paulo (podemos filtrar a hashtag por região), é o #pinheirinho e você pode ler as opiniões e notícias sobre a reintegracão de posse desta região ocupada no Vale do Paraíba aqui.

E qual a vantagem disso?

Um exemplo de hashtag útil: #transitosp

Os veículos podem saber que assunto é do interesse do leitor/ouvinte/telespectador e cada dia mais nós, usuários de novas mídias, pautamos os jornais na TV, rádio e imprensa. E nós podemos saber informações diferenciadas, de quem está lá ou conhece algo sob outro ângulo porque nesta busca encontramos outras opiniões além das oficiais. Serve para nos informarmos com mais isenção e pluraridade, mas também é útil para nos reunir para lazer com objetivos específicos (num show, final de campeonato, lançamento, etc) e, acima de tudo, nos permite aproximação com quem fala sobre o tema que nos interessa.

Fãs de uma banda, por exemplo, podem se encontrar usando termos de busca, assim como torcedores do mesmo time de futebol. Moradores do mesmo bairro podem trocar informações, da mesma forma que quem está no trânsito – aliás, é uma das melhores funções práticas de hashtag para mim, sempre indico coisas no #transitosp.

Mas se é tão legal, por que eu comecei o post reclamando?

Porque as pessoas perceberam que isso dava “ibope” e resolveram emplacar hashtags e buscar divulgação nos TT’s (trending topics, os assuntos mais comentados) e o que parecia normal para uma marca ou ação (no #servoluntariovaleapena, por exemplo, ficamos perto do TT e no #estudarvaleapena ficamos no TT por doze horas, o que é uma vitória), se tornou uma competição pessoal e uma busca por “curtir”.

E então, me explico: adoro os mecanismos, sou defensora de seu uso para marcas, mas para meu uso pessoal prefiro ter amigos e não fãs. 

Sigo perfis públicos no Instagram que usam hashtags e estão entre os mais populares, mas prefiro usar a rede para ter contato com as pessoas e já fiz bons novos amigos por lá, comprovando que o relacionamento tem mais valor do que o volume. Nem contei, mas em novembro de 2011 fui convida para participar de uma exposição de instagramers em Campinas e tudo por conta destes relacionamentos. Por isso, embora eu não tenha nada contra a atitude de quem usa dezenas de hashtags para divulgar suas fotos, estou optando por seguir apenas quem “não abusa” e se contenta em apenas pontuar suas fotos com as hahstags básicas.

E aí, queridos, o post foi útil? Se foi, comente aí e deixe sua opinião sobre o tema. O melhor do blog é a conversa depois do post publicado!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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