Pra que serve um vereador?

Numa noite da semana passada meu filho mais velho comentou que “é tanto candidato a vereador em São Paulo” que tinham que fazer um clube só para eles discutirem os projetos engraçados.

Triste, não?

A situação nestas eleições municipais é tão desanimadora  que nem queremos lembrar que teremos que escolher também um vereador – e cada brasileiro terá que escolher alguém para uma das 57.429 cadeiras disponíveis nas câmaras dos municípios do Brasil. Mas se o prefeito e seus secretários planejam e coordenam toda a administração da cidade, o que sobra ao vereador?

Gostei das imagens deste artigo que posto abaixo, explicam bem a função do vereador e nos ajudam a escolher:

O que faz um vereador?

A Constituição de 1988 ajudou a definir a função desses políticos, apontando suas competências genéricas como legislar e fiscalizar.

As leis que eles redigem e aprovam não podem contrariar as das esferas superiores (estadual e federal), mas podem regulamentar algumas coisas importantes, como restrições a fumo em locais fechados e regras para venda de carne moída. Na área de fiscalização, cabe a eles acompanhar gastos do município, avaliar ações do prefeito e cobrar transparência. Além disso, eles devem atuar como administradores das próprias Câmaras, e às vezes até como juízes, ao processar e julgar o prefeito e os próprios colegas em caso de irregularidades (as CPIs). 

No dia a dia, porém, a atividade que toma mais tempo dos vereadores é o atendimento de pedidos de indivíduos, comunidades e outros grupos de eleitores.

Atender a demandas específicas e imediatas, sejam individuais ou coletivas, acaba sendo parte das funções do vereador. O risco é cair numa relação ruim com a comunidade.

“Medir o clientelismo, a troca de benefícios entre pessoas com diferentes níveis de poder, é muito difícil. A fronteira ética neste caso é muito borrada, porque por mais que isso possa ter uma conotação negativa, o vereador é importante como canal para resolver problemas pontuais da população”, diz Felix Lopez, cientista político do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Ele lembra que, afinal, esse é o representante político mais acessível ao cidadão comum.”

E aí, que tipo de representante você quer? Um amigo do bairro ou um cara engajado?

Neste domingo escolha bem! Vote em candidatos que possam realmente melhorar sua cidade!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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