educação

‎”É necessário romper o padrão da sala de aula, da carteira uma atrás da outra, do professor transmissor da informação. Há interesse do MEC pensar novos padrões de construção, mas sempre aliados a um novo projeto pedagógico”
Pilar Lacerda

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Li a entrevista com a educadora e concordei com vários pontos, em especial com o fato de que “ainda é necessário garantir a qualidade na educação para todos. Hoje temos 52 milhões de alunos da rede pública no Brasil. É um trabalho que começa na educação infantil até melhorar e tornar o ensino médio mais adequado à juventude”, mas sobretudo me coloquei a pensar sobre os novos formatos de educação que precisamos encontrar neste novo século (sobre os quais falei em vários momentos aqui) e sobre o papel que os pais têm a desempenhar para que esta mudança se efetive na vida das crianças e adolescentes.

Eu defendo a participação irrestrita dos pais na vida escolar dos filhos (tema do meu voluntariado no Todos Pela Educação e da causa que apadrinhei na Pritt lembram?) pois eu creio que as crianças que são estimuladas pelos pais em casa merecem que este entusiasmo e conhecimento dos pais chegue à escola, aos professores, aos outros colegas e contagie a comunidade numa corrente do bem.

Na matrícula para este ano eu marquei uma conversa com a direção para solicitar que eles organizassem uma classe com os alunos mais aplicados. É um direito que o bom aluno tem (o de conviver com colegas que estão interessados nas aulas e têm o mesmo ritmo) e uma obrigação da escola (ser capaz de observar a atuação de cada um). Reunir os alunos de acordo com suas aptidões é também tarefa da coordenação e nós podemos ajudar em todas as etapas, relatando também o que percebemos nos momentos em que estudam com a gente.

E você, querido leitor, o que tem feito para que a educação dos seus filhos não seja mais do mesmo, para que avance e para que os novos formatos de apropriação da informação sejam aliados (e não entraves) neste processo?

Este foi assunto também o tema da minha coluna no blog de Pritt:

Como estudar? Será que tem mesmo uma fórmula mágica?

Como estudar? Dicas para se dar bem nas provas da escola

Começo de ano letivo e me deparei com uma novidade: meu filho mais velho está com um volume tão grande de atividades escolares que não está mais dando conta. No sétimo ano do Fundamental 2 (antiga sexta série do ginásio), ele está sobrecarregado com novos nomes de disciplinas (Matemática agora tem aula de Álgebra separada, Redação é uma aula a parte de Português…) e pela primeira vez em sua vida estudantil tivemos que sentar e conversar com ele sobre organização e métodos.

Como estudar? Será que tem mesmo uma fórmula mágica?

Aqui em casa tem e é algo que eu trouxe da minha experiência como aluna: fazer bem o dever de casa, sem preguiça, sem “procrastinar” (deixar para o último dia é a pior das estratégias) e sem se envolver em outras atividades em paralelo enquanto estuda.

Sei que esta geração é de “múltiplas telas” e que faz “tudo-ao-mesmo-tempo-e-agora”, mas na hora de estudar, concentração e dedicação são vitais. Meus filhos sabem que o dever de casa deve ser feito logo que chegam da aula porque é a forma de reforçar o aprendizado, é com a repetição do que se aprendeu que os conceitos se firmam e que as possíveis dúvidas aparecem. Hoje em dia os alunos parecem nem sempre lembrar que a escola é lugar de aprendizado e adotam duas posturas: não se importam muito com o que se faz cotidianamente lá (achando que no dia da prova estudarão e se sairão bem) ou se estressam demais, sofrendo por antecipação e perdendo a serenidade de aprender e usar o conhecimento de forma positiva, focando apenas no bom desempenho.

Desempenho é nota? Sim e não! Para alguns é ter uma boa posição entre os bons alunos ou longe dos que ficam em recuperação, mas para mim desempenho escolar adequado é se apropriar de fato do conhecimento que a escola oferece e ensina. Para fazer isso, tudo começa em casa, com boa alimentação, descanso adequado, criando uma rotina que termina na escola, com a capacidade de aproveitar os momentos lá para absorver conhecimento dos professores e da participação de outros alunos.

E aí, na sua casa, como é? As crianças estudam sozinhas ou exigem sua atenção integral? E a escola colabora mandando um volume de tarefas e de atividades compatível com a idade deles?

P.S. E para quem quer saber mais das tarefas, vale ler: As 4 regras de um bom dever de casa.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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