Do risco de perdermos bons consumidores de cultura pelo caminho dos eventos infantis…

Há tempos eu penso que tem que ter classificação indicativa para programas culturais infantis… tempos mesmo. Em 2005 ou 2006 eu tive que sair do cinema porque meu filho caçula, então com 3 anos, entrou em dessespero vendo o filme A casa monstro. O filme tinha classificação livre, mas não era indicado para crianças pequenas como ele. Hoje minha irmã contou no facebook que meu sobrinho de dois anos chorou muito no começo de um espetáculo teatral infantil em Niteroi, RJ, porque a sonoplastia de Os 3 porquinhos era péssima. E aí, como age este consumidor que não ficou satisfeito? Vou pesquisar esta questão do consumidor em eventos culturais pagos, mas deixo aqui também minha ressalva aos programas culturais gratuitos.

Onde levar um leitor que se educou em eventos culturais e “saraus de verdade”, em atividades infantis de livrarias, sem correr o risco de sepultar parte de seu gosto por eventos culturais?

É mais do que tempo de se pensar no que queremos fazer com esta geração que agora já se consolidou, os verdadeiros leitores de obras infato-juvenis, conquistados a tanto custo num país de poucos leitores e sem tradição nesta área, que ao se alfabetizar de fato ficam abandonados pois os eventos não infantis demais e não esperam tê-los por perto. E se os têm não sabem o que fazer com este cliente em potencial.

O que nos resta, a mim e ao Gui, para tentar animar nosso pequeno leitor é abastecer a biblioteca dele com livros de literatura de verdade, como o exemplar de Aventuras de Alice no país das Maravilhas e Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá (Lewis Carroll, Zahar editor) para ele se deliciar antes que o filme de Tim Burton chegue ao Brasil.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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