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Com o calor a gente começa a deixar as crianças brincarem mais fora de casa, né? Aqui em São Paulo, a próxima semana já é a última de aulas para quem passar de ano sem recuperação, o que quer dizer que os espaços para diversão ficarão lotados. Minha amiga Simone Zelner, que mora em Curitiba, me mandou uma dica de reportagem que saiu no maior jornal de lá. “Parques escondem riscos para as crianças, afirma a matéria.

E quais são os perigos:

  • uma placa de metal meio solta entre as barras de ferro que unem os brinquedos como trepa-trepa.
  • no escorregador, a placa de metal está um pouco solta e há uma grande poça d’água no final do brinquedo
  • balanços tortos que alteram a trajetória da criança, permitindo desequilíbrio e quedas
  • escorregadores que esquentam demais e queimam as pernas das crianças
  • nem sempre o playground é usado apenas por crianças, e o consumo de drogas e álcool pode deixar restos e ferir as crianças depois. Os cacos de vidro de garrafas de cerveja, além de carteiras de cigarro, podem ocasionar acidentes graves

Li um estudo feito pela ONG Criança Segura mostra que as quedas representam 50% das causas de hospitalização pública de crianças entre 1 e 14 anos no Brasil. Infelizmente parte deles acontecem no parquinho. Para se ter uma ideia, o risco de lesão é quatro vezes maior se a criança cair de um brinquedo alto, acima de 1,5 metro. Segundo a coordenadora da ONG, Luiza Batista, o lazer seguro é garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, que deve ser seguido pelo poder público na segurança e manutenção dos brinquedos.

“Mas a população também tem seu papel. A responsabilidade vem de dois lados: tanto do poder público, quanto de quem usa”, diz Luiza.

O Manual de Normas de Segurança para Playground, elaborado pela ABNT (NBR 14350) e Abrinq, determina que os brinquedos devem respeitar alguns quesitos, como ângulo dos brinquedos, fixação, tipo de pisos e materiais adequados (como plástico, aço ou ferro galvanizado e com pintura atóxica e madeira tratada). Todo playground deve ter um livro de inspeção e um especialista deverá emitir um laudo técnico anual. Será que no seu edifício esta inspeção tem sido feita? No meu eu tenho certeza de que não!

Se você mora em Curitiba, pode aproveitar a lista que a reportagem traz indicando dez parques em boas condições lá. 🙂

E na sua cidade você pode fazer um mutirão e reclamar para que o parquinho perto da sua casa seja preservado para as crianças. Isso é cidadania!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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