Planejamento é fundamental – mas com visão de conjunto e construção colaborativa

Hoje pela manhã li um artigo que caiu como uma luva para a dura semana de trabalho que tive. Em Pra que planejar se o que interessa é o resultado imediato?, o jornalista e publicitário Luiz Antônio Gaulia trata de uma questão quase tão impregnada na nossa sociedade quanto a Lei de Gerson, a falta de planejamento a longo prazo.

Por vários motivos – as possíveis justificativas históricas, políticas e econômicas são comentadas pelo autor – ainda peca-se muito no trabalho de construção da reputação, da imagem da marca e de uma cultura organizacional integral… por incrível que pareça, as empresas ainda trabalham sem um plano.

“Planejamento implica em educar, ter disciplina e frequência, ousar e transformar.”

O que me chamou mais atenção foi a constatação – tristemente aquiescida por colegas como @FabioAlbukerk e players como a @contatow2pod no Twitter – de que a comunicação empresarial tem que ser capaz de tecer cenários e até adiantar possíveis crises – bem como soluções, mas tem um papel que vai além do “apagador de incêndios”, o cumpridor de tarefas isoladas (“tarefeiro”).

Trago a conversa para o universo problogger no qual estou inserida. Muitos dos editores de conteúdo (os probloggers) poderiam ter uma atuação mais significativa em seus trabalhos para agências. Poucos têm a chance efetiva de se aproximar de marcas e ações para as quais poderiam contribuir de fato ou que encontram eco em sua linha editorial e no público, atuando quase sempre como freelancers de conteúdo – quando poderiam ser parceiros na construção da identidade online de marcas. Sim, é preciso ter target até em ações de mídia social, né?

Mas ainda acredito numa autorregulamentação do mercado e espero ver as ações caminhando para uma profissionalização efetiva, deixando de ter como foco o número de cliques e de visualizações (como quando surgiu o banner no início da internet, que finalmente mensurava o resultado de ações em mídia e criou uma armadilha na publicidade online da qual a maioria de nós ainda é refém) e usando o que as mídias sociais têm de melhor, que é o nicho e a assertividade, ou seja, a qualidade e não a quantidade.

E, acima de tudo, vale lembrar qual é a verdadeira marca da comunicação atual na era da produção colaborativa de conteúdo:

Foto do Twitpic de @cecestaro

P.S. Segundo li (dica da @lindote) Apenas 17% das empresas paulistanas têm cadastros ativos em redes sociais, segundo estudo divulgado pela Associação Comercial de São Paulo – mas 51% dos entrevistados monitoram o que é dito sobre sua marca na rede. Entre os serviços mais utilizados estão o Facebook, orkut e Twitter. A prioridade é o relacionamento com os clientes e a divulgação de informações sobre produtos. Ou seja, ainda tem muito mercado para trabalhar – e cabe todo mundo!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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