mãe

“Acreditamos que a alimentação, a atividade física, a sustentabilidade, a criatividade e a diversidade transformam a criança de hoje no adulto melhor de amanhã. Os pais e a sociedade precisam acompanhar as mudanças. E a escola e os meios de comunicação continuam sendo de extrema importância para a discussão desses temas”.
Beatriz Mello, responsável pelo estudoGeração 5.0 – Os Novos Pilares da Infância“.

Meus filhos e os de @alinekelly na oficina de criatividade de Pritt e Silvio Alvarez

Soube da pesquisa, lançada no início deste ano e que traz um panorama das famílias interativas do Brasil, Argentina, Chile, México, Colômbia, Venezuela e Peru, pela equipe de @PrittBr, e coletivamente festejamos o fato de a criatividade ser uma das marcas mais visíveis na infância brasileira.

Além da criatividade, outros temas marcantes do universo infantil e adolescente da atualidade, como alimentação, atividade física, sustentabilidade e diversidade estavam registrados na pesquisa, que revelou também que (dentro do universo pesquisado, de 7 países da América Latina) o jovem brasileiro é o que menos se preocupa com o meio ambiente e sustentabilidade. Por outro lado, quando o assunto é sustentabilidade, existe uma troca de informações em casa.

“Pais ensinam valores, como não jogar lixo na rua, mas também aprendem com os filhos: uma em cada duas mães brasileiras diz que aprendeu muitas coisas sobre meio ambiente/reciclagem com o filho. E embora não saibam muito bem o que fazer, as crianças desempenham o básico: não jogam lixo na rua, não ficam mais do que 15 minutos no banho, não desmatam a natureza, não escovam os dentes com a torneira aberta e não imprimem muitas folhas.”

Preocupa-me sobremaneira saber que menos de 39% das nossas crianças tiveram contato real com a diversidade. Se você já pensou que falamos apenas em aceitar o mundo gay, faço questão de dizer que não, diversidade é aceitar quem é diferente da gente – e não trabalhar a aceitação e acolhimento do diferente pode ser o fator decisivo no desenvolvimento de comportamento violento, como o bullying.

É muito importante que as crianças tenham contato com a diversidade. Quando não existe o contato com o diferente, a violência aparece , surge a agressão verbal e psicológica em sua modalidade eletrônica. É o famoso cyberbulling, que acontece principalmente por e-mail, comunidades, vídeos, redes de relacionamento e MSN”

Mas vamos às coisas boas: as crianças brasileiras estão bem no que concerne à criatividade! Sei que não preciso explicar a vocês, mas é sempre gostoso reiterar que a criatividade faz muito bem às crianças pois promove relações abertas e positivas com a realidade, flexibilidade às novas situações e faz a criança lidar melhor com fracassos e provocações. Segundo os dados divulgados, 84% das mães acham extremamente importante estimular a criatividade dos filhos. Curiosamente a pesquisa demonstra que as mães (infelizmente só mães e crianças foram entrevistadas, deixando de lado os pais, cada vez mais presentes na vida das famílias) ainda são bastante tradicionais em relação às atividades criativas, preferindo as atividades que são reconhecidas pela sociedade.

Para as mães digitais se identificarem, um ponto no qual facilmente nos veremos retratadas: o estímulo à criatividade dos filhos está em diversas plataformas, como vídeos online, blogs, twitter, etc. Para 78% das mães assistir programas infantis é uma atividade que estimula a criatividade dos filhos (lembram-se do quanto já falamos sobre programas educativos e como a TV pode ser o início das conversas culturais?). E nem os jogos de computador ficaram de fora: uma em cada duas mães acha que jogos interativos na Internet estimulam a criatividade dos filhos. E para quem se interessa pelo tema, vale ler o post de @tuliomalaspina no @atitudeeco sobre a palestra “Parece impossível mas não é: Educação e Diversão” que rolou na área de Games da Campus Party.

E é sobre os jogos – mas não os eletrônicos – que eu fecho os temas levantados pela pesquisa, conclamando os pais a assumirem um papel ativo e a estimularem as escolas de seus filhos a estimularem mais a prática esportiva nas suas dependências.

“A escola é o lugar onde as crianças mais praticam esportes segundo os pais, mas as escolas não têm valorizado ou priorizado essa atividade. As crianças e adolescentes nunca entenderam tanto de esporte, só que hoje, elas são cyber esportistas e não esportistas reais. 50% das crianças jogam futebol “real” enquanto 87% jogam vídeo-game.”

Na comparação com argentinos, chilenos, mexicanos, colombianos, venezuelanos e peruanos, o jovem do Brasil é o que menos pratica esporte nas escolas. A prática de esportes e atividades físicas vem perdendo força e espaço para outras brincadeiras e atividades. Dados dão conta que em 2003, 75% das crianças andavam regularmente de bicicleta. Hoje esse número caiu para 41%. E dessa pouca atividade física, 79% são realizadas na companhia de amigos e na escola. Em casa e com os pais, a porcentagem dos exercícios físicos cai bastante – apenas 34%.

Não são só os pais que podem – e devem – mudar esta realidade. Podemos começar perto da gente, mesmo sem ter filhos, como fez o Fred Fagundes, do blog Quem Matou a Tangerina, que aproveitou a Campus Party para reunir blogueiros em para contribuirem com a Creche Comunitária do Pedregal, de Cuiabá (MT) – uma instituição  criada em 1984 pela própria comunidade num bairro com a criminalidade altíssima, a creche é o local onde mães deixam os filhos para trabalhar com tranquilidade. E o próprio Fred me contou que é voluntário na instituição, como instrutor esportivo.

Enfim, resumo da ópera: as pesquisas podem nos dar uma noção da realidade e, muito além da crítica ou da aceitação, podemos aproveitar os dados para mudar a realidade que nos cerca e criar um mundo melhor para as gerações que virão. 😉

O Estudo Geração 5.0 – Os Novos Pilares da Infância pode ser lido na íntegra aqui.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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