O politicamente correto não vai estragar a publicidade?

“Os preceitos básicos que definem a ética publicitária são:
– todo anúncio deve ser honesto e verdadeiro e respeitar as leis do país,
– deve ser preparado com o devido senso de responsabilidade social, evitando acentuar diferenciações sociais,
– deve ter presente a responsabilidade da cadeia de produção junto ao consumidor,
– deve respeitar o princípio da leal concorrência e
– deve respeitar a atividade publicitária e não desmerecer a confiança do público nos serviços que a publicidade presta.”
Conar

Li um compartilhamento da notícia de que Procon e Conar instauraram processos para apurar se a campanha Perdi meu amor na balada seguiu as regras publicitárias e perguntava se o politicamente correto não vai estragar a publicidade. Eu, que normalmente defendo a autorregulamentação do setor da publicidade, creio que Conar e Procon agem certo ao levantar o direito do consumidor de não se envolver em ações publicitárias sem saber.

Mas, em tempos de redes sociais e produtores de conteúdo tão diversos e individuais, quantas campanhas já não rolaram na sua timeline sem vc notar ou sem que fizesse diferença para seu engajamento?

Creio que a confusão em torno dos vídeos é apenas a ponta do iceberg desta realidade tão atual e que cada vez mais mescla vida pessoal e ações publicitárias.

E vocês, o que acham? As empresas devem sempre avisar que é publicidade ou têm a licença de nos surpreender?

P.S. Para quem quer saber mais, aqui tem um resumo da campanha antes do aviso do processo.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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