Pequenos leitores

Ler pode mudar a vida de uma pessoa – ou de muitas. Está ao nosso alcance escolher ler e ajudar as pessoas a descobrirem o prazer da leitura. Basta, simplesmente, começar.

Você pode começar como O menino que aprendeu a ler, o Joãozinho, aquele personagem do livro da Ruth Rocha. Ele não via nada nos escritos, eram só símbolos inúteis. Um dia ele começou a reconhecer o A, o O, o E e assim chegou um dia em que identificava sozinho o nome do ônibus que ele e sua mãe tomavam para a escola. Se quiser, você pode continuar lendo a conta do bar, a lista de mercado, a bula do remédio (ugh), os créditos na novela, algumas tirinhas do jornal do vizinho, o outdoor bonito no farol, até que, um dia, quem sabe você se aventura a ler um livro inteiro?

É assim, bem assim, que a criança começa a ler. Ninguém nasce sabendo falar e da mesma forma ninguém nasce leitor. Nascemos com uma incrível capacidade como seres humanos, mas ela se desenvolve na medida em que somos estimulados, reconhecidos, apoiados. 

Um amigo meu me mostrou outro dia o brinquedo super caro que vai dar para a sobrinha de seis anos. Falei: “dá um livro”; e ele me respondeu: “se eu der um livro, as crianças correm comigo!, eles não são como seus filhos”.  Deve ser verdade, pois meus filhos gostam de ler. Giorgio nem tanto, Enzo um pouco mais, mas ambos sabem apreciar a leitura, cada um na sua medida. Sabem porque, como quem aprende a gostar de boa comida ou bebida, eles tiveram a chance de provar. 

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Para conversar sobre esta chance de ler e provar os livros infantis, eu e alguns pais estamos iniciando um projeto pioneiro e arriscado em uma rede social no ning chamada Little Readers: vamos dar voz às crianças. Como? Num espaço onde eles poderão contar o que acharam de livros, escrevendo suas próprias resenhas, opinando, criticando e avaliando o que consomem em termos de cultura infantil. Além dos livros, falaremos de TV, filmes, música, mas o foco que une esta turma é a literatura infantil. Abrimos a rede há poucos dias e já temos algumas dezenas de mães, pais, professoras, avós ou simplesmente gente boa interessada no tema. Crianças ainda são poucas, apesar de minhas garantias de que estou filtrando pessoalmente tudo que passa pela rede e que tentarei com todas as forças manter a rede social um espaço familiar. Mas acredito que elas virão e serão muitas, porque sinceramente acredito na capacidade delas de farejar, encontrar e optar pelo que é bom e construtivo. Sempre que podem escolher sem serem bombardeados por adultos que lhes tolhem e oprimem, elas são maravilhosas em suas escolhas.

Se você quer contribuir, junte-se a nós e traga seus pequenos leitores. Se não os tem, avise aos amigos e – familiares. Nós – e a posteridade – agradecemos.

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P.S. Se você se perguntou, como meu amigo Cabianca, por quê o nome é em inglês, não sei a resposta. Foi automático, abri a rede com este nome e depois que já tinha formatado tudo e convidado amigos é que me “caiu a ficha” de que Pequenos Leitores ficaria tão lindo e sonoro quanto Little Readers e aí ficou um nome no link, outro fantasia. Enfim, fala imensa, mas vai ficar assim, com esta minha forma de pensar que não tem fronteiras. (huahuauhua)

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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