Pensar a Infância e Novos Jovens no FICI

Nem só de cinema para criança pequena vive o FICI (Festival Internacional de Cinema Infantil), evento que chega à sua nona edição neste ano e leva um panorama das produções para crianças e adolescentes a salas de cinema de várias cidades do Brasil.  Neste ano, talvez por estar com um pré adolescente em casa eu me fixei no que vi sobre o programa "Novos Jovens". A proposta é desconstruir em filmes os conflitos naturais da pré-adolescência com filmes que mostram que independente do local onde vivem as crianças tem novas motivações e muitas delas em comum. As sessões são fechadas e receberão turmas escolares com a mesma faixa etária dos protagonistas, acompanhadas pela pedagoga do FICI, Lilia Levy. Para participar, entre em contato através do e-mail contato@fici.com.br.

Nem só de cinema para criança pequena vive o FICI (Festival Internacional de Cinema Infantil), evento que chega à sua nona edição neste ano e leva um panorama das produções para crianças e adolescentes a salas de cinema de várias cidades do Brasil.  Neste ano, talvez por estar com um pré adolescente em casa (sim, Enzo, aos 10, está com alguns comportamentos que eu preciso creditar à “aborrescência” para não enlouquecer levando a sério!) eu me fixei no que vi sobre o programa “Novos Jovens”. A proposta é desconstruir em filmes os conflitos naturais da pré-adolescência com filmes que mostram que independente do local onde vivem as crianças tem novas motivações e muitas delas em comum. As sessões são fechadas e receberão turmas escolares com a mesma faixa etária dos protagonistas, acompanhadas pela pedagoga do FICI, Lilia Levy. Para participar, entre em contato através do e-mail contato@fici.com.br.

Veja abaixo como são interessantes os títulos:

As pequenas selvagens, de Vivian Naefe (Alemanha, 2006), 108 minutos com sugestão de faixa etária de 12 anos:

Toda menina precisa de uma melhor amiga. E Sprotte tem nada menos que três! Juntas, eles são as “Pequenas Selvagens”, a turma de garotas mais legal do lugar. Embora tão diferentes, as meninas são inseparáveis e invencíveis quando as coisas se complicam. Até agora, o maior problema é a gangue dos meninos, os Pigmeus. Mas algo acontece que soa o alarme: Vovó quer o abater suas aves, as mascotes da gangue e elas precisam recorrer aos Pigmeus, pois só eles podem ajudar numa hora como esta…

Karla e Jonas, de Charlotte Sachs Bostrup (Dinamarca, 2010), 82 minutos e sugestão de faixa etária de 14 anos:

Karla está naquela fase complicada em que não se tem certeza de nada. Ela gostaria de mudar tudo, desde a sua aparência até as regras familiares, para entender melhor as coisas. Sua amiga Katrina é a companheira inseparável nestes momentos. Jonas é o menino dos sonhos de Karla e também está passando por dificuldades. Com treze anos e morando em uma casa para órfãos, fica sabendo que seu mentor e melhor amigo vai partir para outra instituição. Ele não quer mais viver naquele lugar e resolve encontrar sua mãe biológica. Karla resolve ajudá-lo, fazendo qualquer coisa, mesmo que o encontro de Jonas com a mãe signifique a separação para eles.

Antes que o mundo acabe, de Ana Luiza Azevedo (Brasil, 2010), 104 minutos, não recomendado para menores de 10 anos:

Daniel está imerso em seu pequeno mundo com problemas que parecem insolúveis: uma namorada que não sabe o que quer, um amigo que está sendo acusado de ladrão e uma pequena cidade que vai ter que ser deixada pra trás. Tudo acontece quando ele recebe uma carta do pai que nunca conheceu. Através das cartas e fotos enviadas pelo pai, Daniel descobre que o mundo é bem maior do que aquele que até então conhecia. Maria Clara, a irmã pequena de Daniel, observa tudo o que acontece à sua volta e, com um olhar crítico, narra esta história.

E para quem trabalha com educação, fica a dica do projeto "A tela na sala de aula", parceria com a Centre National du Cinéma Et De L’Image Animée. A entidade implementou na França, desde 1989, dispositivos para proporcionar aos alunos (desde o maternal até o vestibular) educação artística na área do cinema e do audiovisual. O FICI exibe cinco filmes deste projeto para alunos de escolas públicas e particulares e disponibiliza extenso material pedagógico para os professores para futuras atividades.  E para os pais pensarem, vale ler o que aconteceu no fórum Pensar a Infância. Pelo segundo ano consecutivo realizadores, espectadores e incentivadores discutiram o cinema para crianças e jovens, abrindo espaço para idéias e reflexões sobre o mercado cinematográfico brasileiro e internacional. Compilação dos debates está aqui.

E para quem trabalha com educação, fica a dica do projeto “A tela na sala de aula”, parceria com a Centre National du Cinéma Et De L’Image Animée. A entidade implementou na França, desde 1989, dispositivos para proporcionar aos alunos (desde o maternal até o vestibular) educação artística na área do cinema e do audiovisual. O FICI exibe cinco filmes deste projeto para alunos de escolas públicas e particulares e disponibiliza extenso material pedagógico para os professores para futuras atividades.

E para os pais pensarem, vale ler o que aconteceu no fórum Pensar a Infância. Pelo segundo ano consecutivo realizadores, espectadores e incentivadores discutiram o cinema para crianças e jovens, abrindo espaço para idéias e reflexões sobre o mercado cinematográfico brasileiro e internacional. Compilação dos debates está aqui.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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