a vida quer

O Dia Mundial da Água foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1993. Desde então, segundo a ANA (Agência Nacional de Águas), os países foram convidados a aderir às recomendações da ONU relativas aos recursos hídricos e a concretizar atividades apropriadas ao contexto de cada país.

Há alguns anos o termo favorito de quem queria se dizer antenado nos conceitos sustentáveis era “pegada ecológica”. Na mídia tradicional e nas conversas com pessoas mais ativistas ouvia-se falar da Pegada Ecológica de um país, de uma cidade ou de uma pessoa… confesso que nesta época dava até medo admitir que se viajava de avião, tamanha era a cobrança em cima de todos.

A pegada ecológica corresponderia ao tamanho das áreas produtivas de terra e de mar, necessárias para gerar produtos, bens e serviços que sustentam determinados estilos de vida, uma forma de traduzir, em hectares, a extensão de território que uma pessoa ou toda uma sociedade “utiliza” , em média, para se sustentar.

Neste Dia da Água do ano no qual a ONU inicia uma campanha que trata de Água e Segurança Alimentar, a conversa é outra: somos convidados a pensar na nossa Pegada hídrica. Um indicador da quantidade gasta na fabricação de produtos e consumida pelas pessoas não apenas de forma direta (quando abrimos uma torneira), a pegada hídrica também indireta (quando compramos uma roupa ou tomamos um café).

Segundo li, na média anual, os norte-americanos têm uma pegada de 2.482 m3, bem acima da média global, que é de 1.243 m3 de do Brasil é de 1.381 m3, onde 5% vêm do consumo doméstico, em atividades cotidianas. A maior parte (95%) corresponde ao consumo de produtos industriais e agrícolas. Por isso, quando vejo infográficos como o que posto abaixo (em defesa de um estilo de alimentação vegetariana) a gente até compreende (mesmo que não acate os princípios alimentares).

Creio que a solução não está nos extremos e sim numa mudança de atitudes cotidianas. Como eu brincava outro dia com duas blogueiras (@bibianamaia e @daianeVV), quando a gente descobre que o consumo de água para produzir cerveja é muito grande, pode reclamar, parar de tomar cerveja com os amigos ou reduzir o tempo do banho. Mas é importante que cada um de nós, ao ser impactado por informações acerca da urgência de mudarmos de vida para perservar a nossa sustentabilidade no planeta, tome uma atitude e mude um pouco (até chegar ao muito, que seria ideal) nossa forma de viver o cotidiano.

Exemplo é o tempo do banho, dá para reduzir o uso da água sem prejudicar a saúde né? O Akatu anunciou o lançamento do aplicativo Fake Shower, que me lembrou um pouco o Sai desse banho, do SWU. Eu tenho o aplicativo, me ajudou muito a ensinar sobre o tempo do banho para as crianças.

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Como disse o Secretário da ONU, Ban Ki-moon, “devemos todos nos incentivar pelo interesse político renovado em segurança alimentar, como evidenciado pela alta prioridade dada a esta questão pelas agendas do G8 e G20, com ênfase na relação dos alimentos, água e energia no relatório global Painel de Sustentabilidade Global, e o número crescente de países que se comprometeram na Escalada Nutricional.”

E por quê? Ora porque se este é tema de interesse de eventos como a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), temos que trazer para nosso cotidiano a discussão e nos preparar para fazer este trabalho da melhor forma, não só como profissionais, mas como cidadãos.

Vamos ser “a liga” os pontos entre a segurança da água e segurança alimentar e nutricional no contexto de uma economia verde. A água vai desempenhar um papel central na criação do futuro que queremos.

E se você não se convenceu, pense que no mundo, hoje, ainda vemos cenas assim:

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P.S. Para saber mais da pegada hídrica recomendo o post do portal EcoDesenvolvimento.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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