Pediatra orienta o controle do uso de equipamentos para uma educação saudável

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Esfriou em Sampa, está chovendo no Rio e o final de semana parece ser invernal em várias regiões. Resultado: a molecada vai ficar vidrada nas telinhas.

Isso é bom? Como dosar?

Creio que este seja um dos maiores dilemas das famílias atuais e, com meninos de 10 e 13 anos, nossa família não foge deste drama atual. As crianças da nova geração têm mais acesso aos aparelhos eletrônicos do que aa gerações anteriores, não só pelos avanços tecnológicos ao redor do mundo, mas também pelo estímulo e acesso serem incomparáveis.

Mas além da tecnologia, é preciso sabedoria para que os recursos possam ser aliados na educação. Esta medida vem dos pais, que devem saber lidar e dosar o uso de tecnologias. Li um artigo interessante de Marcelo Reibscheid, pediatra do Hospital São Luiz e criador do portal Pediatria em Foco com dicas sobre o assunto e compartilho com vocês.

“É importante destacar que as regras devem ser impostas pelos pais. Não é saudável que a criança deixe de brincar ou praticar atividades físicas para fazer uso desses aparelhos. O ideal é que existam horários determinados e nunca se abram exceções, porque brechas nas regras viram novas regras para as crianças”.

Até aqui, me identifiquei 100% e parece muito com a visão que sempre conto (recentemente falei sobre o tema em entrevista ao Instituto Claro sobre TIC’s na prática), menos com a parte dos pais “imporem” as regras. Acredito mais na conversa e no estímulo à autogestão.

O pediatra toca em outro tema com o qual concordo plenamente: o equívoco de entregar o vídeo-game, tablete ou celular para fazer as crianças ficarem calmas ou dormirem. Primeiro que a tecnologia não acalma, ela cansa! Em segundo lugar, como ele fala, a curto prazo isso pode prejudicar em muito o convívio com as crianças e isso é muito comum principalmente em famílias onde os adultos trabalham muito e tem pouco tempo para falar com os filhos. Da mesma forma que deve existir horário para o uso de tecnologia, também deve ser reservado um tempo para contar histórias e brincar com as crianças. Aqui em casa tecnologia deve ser desligada depois das 21h – e quando eles eram pequenos o horário era mais rigoroso e envolvia inclusive a TV dos pais.

“No máximo, somando televisão e informática, o entretenimento nesses aparelhos não podem ultrapassar uma hora por dia, dividindo entre os períodos do dia. E nunca deixar o filho em frente as telas antes de dormir, porque as mesmas possuem muito brilho e isso pode prejudicar a qualidade do sono e ser causador de pesadelos”.

O fato é que as crianças estão cada vez mais aptas a conviver com os recursos tecnológicos.

A dica mais importante é saber que, apesar de todas as crianças terem direito ao acesso a todo esse mundo tão estimulante, ele deve estar em segundo plano e, sempre que possível, se relacionar com estímulos ao desenvolvimento, preferindo aplicativos, jogos e filmes voltados à sua faixa etária e que contem com a participação dos pais e responsáveis, gerando oportunidades de convívio e de troca (offline) sobre os conteúdos.

Gostei destas dicas, e vocês? Podem contar como funcionam os horários e regras na sua casa?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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