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Amanhã estreia um filme brasileiro que talvez faça você se lembrar de Friends, de Anos Incríveis, de Sex and the City e daquelas comédias românticas nas quais a mocinha pode ser linda, independente, espirituosa, e o galã pode até chorar. Além disso, a turma de amigos estará sempre por perto, ajudando e embarcando nas suas histórias – mesmo que elas aconteçam numa praia em dia de vento ou num trailer sem gasolina, numa cidadezinha deserta, em dia de feriado!

Em “Entre Idas e Vindas”, quatro amigas trabalham num departamento de telemarketing e planejam uma viagem de despedida de solteira para uma delas. O cenário é o litoral sul de São Paulo: Iguape, Cananeia, Jureia, Ilha Comprida… e o pacote da aventura inclui motorhome do tio rico, biquíni, praia, balsa, férias! Tudo poderia ser só alegria para Amanda (Ingrid Guimarães), Krissi (Rosane Mulholland), Cillie (Caroline Abras) e Sandra (Alice Braga) — mas Sandra foi traída e não sabe mais se quer se casar.

Enquanto isso, Afonso (Fábio Assunção) e seu filho Benedito (João Assunção), de 11 anos, tentam chegar a São Paulo num Lada prestes a enguiçar. Eles vão encontrar a mãe de Bene, que o menino não vê há muito tempo, quando ela ganhou uma bolsa de estudos em Paris. Tudo podia ser só drama, mas as meninas oferecem uma carona à dupla e, junto delas, o olhar de Afonso se transforma.

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Sim, é um road movie, entre a comédia e o drama, que nos lembra de clichês tão velhos quanto verdadeiros: “quando a gente se mexe, o nosso mundo se mexe”, “mesmo amores imperfeitos podem dar certo” e “a memória pode gravar os momentos mais confusos com um filtro doce, saudoso, gentil”.

O diretor José Eduardo Belmonte demorou anos pra definir o formato do filme, a partir de uma ideia do seu próprio filho e da colaboração da roteirista Claudia Jouvin. E fez uma aposta, ao reunir um elenco improvável e suas agendas lotadas: rodar um filme mais acessível, explorando as fronteiras entre o cinema comercial, o autoral e o popular. Um mês e meio de ensaio, 14 dias de filmagem. Um desafio para Alice Braga, que acostumamos ver em papeis intensos, dramáticos e internacionais. Um desafio para Ingrid Guimarães, cujo estouro nas telas veio na forma de blockbusters com um humor mais escrachado.

A gente voltou à adolescência, ficamos o tempo todo juntos, viramos amigos, disse Ingrid, na coletiva de imprensa. “Foi o filme mais amoroso que eu fiz”.

É bem esse o clima que pode ser percebido no cinema: aquele gostinho de fim de férias, aquela mistura de encontro e desencontro, aquele frio na barriga que vem da percepção de que as coisas estão mudando ─ ou que podem mudar ─, mas que também podem não mudar se você decidir não sair do lugar.

 


EXTRAS

  • O diretor colocou câmeras nas mãos dos atores para gravar algumas cenas, e incorporou isso na linguagem do filme. Fique até os créditos finais… é divertido.
  • Ingrid Guimarães é de Goiás e pediu que sua personagem, no roteiro, também fosse de lá. Isso tem a ver com a história de Amanda, e deixava a atriz mais próxima do universo. Como será para o espectador goiano? Representatividade importa!

 


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