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Tenho que fazer uma confissão: Quando eu era criança eu queria ser miss!

Via os concursos de Miss Brasil e Miss Universo pelo SBT, torcia loucamente pela Miss São Paulo! Eu ficava fazendo as contas para saber quando eu teria 18 anos para poder concorrer, ensaiava minha fala pro miss Universo “Olá eu me chamo Christina e represento o Brasil!” criei uma coroa com rolo de fita crepe, pegava umas flores do quintal e me divertia muito! Obviamente quando cheguei aos 18, os concursos já tinham sumido da TV, meus interesses já haviam mudado, percebi que jamais seria uma miss pelos meus padrões, mas guardo com muito carinho essas lembranças.

 

Atualmente os concursos de beleza voltaram para TV, sempre que posso eu vejo, mas o que incomoda é a falta de representatividade desses concursos, nesse ano no Miss Brasil 6 das 27 concorrentes são negras, para um país com mais de 50% de negros é uma evolução, já que nas versões anteriores a representação era mínima ou nenhuma.

Maior parte da população brasileira é composta por negros, mas nos concursos de beleza é raro ter uma representante negra. No histórico dos concursos só houve uma miss Brasil negra, Deise Nunes em 1986 que concorreu pelo Rio Grande do Sul. Na edição de 2016 haverá seis candidas negras: Bahia, Vitória Esteves Paraná: Raissa Santana Espírito Santo: Beatriz Nalli Rondônia: Mariana Threol São Paulo: Sabrina Paiva Maranhão: Deise D'anne Que a beleza da negra, oriental, indígena, seja valorizada, não só a eurocêntrica, sabemos que é um processo lento e complexo, mas cada passo é importante! #representatividadeimporta #misssaopaulo #missparana #missespiritosanto #missrondonia #missmaranhão #missbahia #missbrasil2016 #agentenaoquersocomida #avidaquer @avidaquer por @teeeetchy avidaquer.com.br | avidaquer no Facebook | Instagram | Twitter

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Na Itália também houve polêmica na escolha da representante do país, em meio a várias concorrentes que usam 34, Paola Torrente foi a segunda colocada, e o tamanho do seu manequim foi o motivo para vários ataques das outras competidoras, umas exigiam um novo concurso voltado exclusivamente para mulheres gordas, outro comentário falou que ela foi tão longe para somente pela polêmica e para angariar simpatia da opinião pública, vejam a foto abaixo e tirem suas próprias conclusões, se ela chegou no segundo lugar por pena:

Infelizmente li em alguns portais esse tipo de comentário com as nossas misses negras, como no Miss Piauí um jurado fez ofensas raciais a uma concorrente.

Entendo que a beleza está no olhar de cada um e o critério é muito subjetivo, mas o que vale a pena falar sobre esse assunto é que a questão da beleza deveria ir muito além do padrão, a beleza está além das magras, loiras, cabelos longos e lisos, dos olhos claros e do nariz fino, a beleza primeiramente é uma questão e auto-aceitação, de gostar do que o seu espelho reflete.

 

E como chegar a essa conclusão se nas revistas de moda vemos os corpos que não se parecem com os nossos, o cabelo e olhos que não se parecem com os nossos, e ficamos com essa sensação de não sermos aquilo que é socialmente aceito, perseguindo um padrão que é inatingível e que por vezes nos causa severas consequências na forma em que encaramos a vida?

 

Que a real beleza esteja cada vez mais presente na mídia, nos concursos de beleza, na TV e nas mídias sociais, que a gente se reconheça e que muitas meninas hoje estejam fazendo as contas para que elas também um dia possam concorrer como miss, sabendo que seus cabelos volumosos, sua cor de pele e seu número de manequim não seja um cruel critério desclassificação.

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Christina Santos

Christina Santos, química, com especialidade em pesquisa e desenvolvimento de cosméticos, adora gatos e pipoca e tem grande interesse em meio ambiente, e sustentabilidade corporativa.

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