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azeite de oliva

Azeite tem um pouco de gostinho de #comfortfood para mim. Minha mãe, todo ano no Natal, faz uma salada de bacalhau com feijão fradinho e coloca várias garrafas de azeite. Não existe nada melhor, não existe pessoa que faça a salada melhor que ela. E é o azeite que sempre dá aquele sabor especial final. Nos almoços corriqueiros, salada é temperada com azeite, arroz e feijão são feitos com azeite, carne e frango também… Sinceramente? Eu achava que não tinha muita diferença, mas mãe é quem sabe das coisas, certo? E ela me provou que o azeite casa perfeitamente com tudo.

Mesmo aprendendo a cozinhar com minha mãe (mas nem de longe cozinho como ela, entenderam a diferença, né?), uma coisa que nunca arriscamos foi colocar azeite nos doces e a surpresa que eu tive na última terça-feira, dia 12 de novembro, foi essa! Azeite vai bem com tudo. Tudo mesmo, inclusive doces!

Em um jantar realizado no restaurante Attimo (no qual representei o @avidaquer), compartilhei minha #paixaoporazeites com vários convidados da Gallo para apresentação dos novos azeites da marca. Fomos surpreendidos com pratos maravilhosos elaborados pelo chef Jefferson Rueda e com uma verdadeira aula sobre azeites com o azeitólogo Marcelo Scofano.

A Gallo é a terceira maior marca de azeites do mundo e a primeira no Brasil e possui prêmios em concursos internacionais e renomados, como por exemplo o International Olive Oil Award (Suíça), New York International Olive Oil Competition e Mario Solinas (do COI –  Conselho Oleícola Internacional).

Enquanto aprendíamos sobre azeites com o chef Scofano, a mesa não ficava vazia! Começamos experimentando creme de Azeite Colheita ao Luar e ovas de salmão e canudinho de creme de palmito com espuma de Azeite Novo. Parada básica para tentar entender o que era esse canudinho. Admito que “estranhei” a espuma de azeite que ia em cima do creme, nunca tinha experimentado antes e o sabor é realmente único. Mas, vamos lá, eu citei dois pratos quentes.

Afinal de contas, podemos ou não cozinhar com azeite? Ou o azeite deve ser usado só pra regar a comida pronta?

“No nosso desconhecimento usamos o azeite de oliva para finalizar, o ideal é usar nos métodos de produção, nas frituras, nos refogados… Aqui no Brasil eu sempre procuro saber qual é a origem da informação de que não pode cozinhar ou fritar com azeite. E eu atribuo, pessoalmente, a grande força da indústria do óleo de semente, do qual somos os maiores produtores do mundo. Uma vez uma nutricionista me chamou de irresponsável por eu dizer que poderia fritar com azeite. Eu tenho pesquisas que estão publicadas em revistas científicas que falam sobre o grau de estabilidade do azeite em altas temperaturas.”, diz Scofano.

Sopa de azeite

Sopa de azeite com ovas de salmão

Depois da sopa de azeite e creme de palmito: tomate moqueado com Azeite Grande Escolha e ervas finas. O tomate se tornou o queridinho de quase todos nas mesas. Que sabor delicioso! Só de pensar, já me deu vontade. O tomate foi servido com fatias de pães, que também foram apresentados ao lado da manteiga azeite, que é uma mistura de manteiga de cacau com azeite. Não tem como ficar ruim, não é mesmo?

Os pratos seguintes foram feitos com Azeite Grande Escolha e Colheita Madura, respectivamente: Polenta com tinta de lula, camarões e favas e, fechando de forma deliciosa, Bacalhau com mandioquinha e palmito fermentado. Cada prato tinha um sabor diferente, não só por ser distinto um do outro, mas porque o azeite parecia ornar perfeitamente com cada um.

Tomate moqueado com ervas finas: o preferido de todos

Tomate moqueado com ervas finas: o preferido de todos

Como disse no começo, sinceramente não sabia que poderíamos usar azeite em doces… E aí descubro que doce de abóbora com sorvete de coco regado a Azeite Novo pode ter se tornado uma das minhas sobremesas prediletas no mundo. Sem exagero algum. Estranhei assim que vi o prato, mas me surpreendi com o sabor perfeito que o azeite dá ao sorvete. E, claro, vou arriscar fazer em casa!

Doce de abóbora com sorvete de coco regado com azeite

Doce de abóbora com sorvete de coco regado a azeite

Marcelo Scofano também nos disse que ao contrário do que muitos pensam, azeite não é igual vinho, ou seja, ele não fica melhor quando envelhecido. Azeite tem prazo de validade e após aberto ele indica que seja consumido em até 30 dias.

Durante a degustação aprendemos que mesmo sendo extra-virgem, cada azeite possui propriedades únicas. Isso vai desde a colheita até o processo de extração do suco.

Novos azeites Gallo

No caso dos novos azeites da Gallo, essas são as diferenças:
– Azeite Novo, feito com as azeitonas do começo da colheita, ainda verdes.
– Grande Escolha, que é criado com a seleção de diferentes azeitonas em toda a colheita – Colheita ao Luar, que é feito com azeitonas conservadas pelo frio da colheita da noite.
– Colheita Madura, criado com azeitonas maduras.

E eu não posso finalizar o post sem falar sobre a “polêmica” do teste realizado pela PROTESTE onde inúmeras marcas que vendem azeites extra-virgem foram reprovadas. Uma delas foi a Gallo e, antes mesmo de falar o posicionamento oficial da empresa, vou usar um exemplo que o azeitólogo Marcelo Scofano deu:

Azeite extra-virgem tem que ser guardado longe da luz e do calor.

Ele é carioca e citou algo que acontece no Rio de Janeiro. O produto chega no porto e fica esperando autorização para ser retirado, nessa burocracia enorme, o azeite fica durante muito tempo naquele “calorzão do Rio” e, infelizmente, pode acontecer do produto final não chegar como extra-virgem na prateleira.

E como eu e Sam somos jornalistas, não ficamos só na degustação dos pratos. Quando postou fotos do jantar no Instagram do @conversasdecozinha, Sam já viu que leitores perguntavam sobre o caso e pediam para descobrirmos mais sobre esta marca que sempre foi sinônimo de confiança. 

Aproveitamos o contato direto com a Gallo e pedimos esclarecimentos sobre o imbroglio dos resultados. 

Alegando não ter acesso às informações detalhadas sobre o laboratório no qual foi feito o teste e as condições nas quais esse azeite foi transportado e guardado, tanto a Gallo quanto a Associação Brasileira de Produtores, Importadores e Comerciantes de Azeite de Oliveira (Oliva) contestam diretamente esse teste. A PROTESTE, por sua vez, se recusa a dar mais informações. A empresa tem o relatório interno que atesta que azeite em questão saiu da fábrica como Extra-Virgem. Há também um laudo de análise realizada no mesmo lote por um laboratório reconhecido pela COI (Conselho Oleícola Internacional) que foi realizado no dia 06 de novembro de 2013 e confirma que o azeite é, sim, Extra-Virgem. Enquanto isso, a marca Gallo se compromete a esclarecer qualquer dúvida do consumidor da forma mais breve possível.

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Sara Martinez, 30 anos, jornalista, cristã, “mãe” do cachorrinho Billy. Escreve sobre o amor que sente por São Paulo no @pelocentro, onde compartilha dicas da cidade juntamente com sua irmã. Gosta de desenhar palavras coloridas no @fasesinfrases. É maratonista profissional de seriados no Netflix, inscrita em mais canais do que consegue assistir no YouTube e leitora apaixonada. No Twitter e Instagram: @sarafcmartinez.

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