mãe

Conheci o Rodrigo sob a intimação de um conhecido em comum: vocês precisam se conhecer porque vão virar amigos. Dito e feito! Curiosamente, desde aquele encontro de blogueiros de mobilidade (NokiaCamp de 2008), no qual outros 3 amigos nos apresentaram falando quase a mesma coisa, nós somos grandes amigos. E, como as coisas não são ocasionais quando há afinidade, virei amiga da esposa dele, Déia, o Rô ficou amigo do Gui, a Aninha se dá super bem com os meus meninos… Desta convivência é que virei testemunha do carinho com que ele exerce o papel de pai e marido com todo coração e daí eu chamar um cara que não tem “blog de pai” para fazer parte do especial de pais blogueiros.

🙂

“Sou editor em blogs e sites na internet e trabalho em casa por opção, com o objetivo de ficar o maior tempo possível com minha filha e com a esposa que trabalha em um emprego tradicional, sendo o que atualmente costumam chamar de Pãe.

Durante os cinco primeiros anos de vida de minha filha eu era advogado responsável pela área contratual de uma das maiores empresas de varejo do Brasil, e com o ritmo de trabalho realmente absurdo eu precisava levar muitos contratos para avaliar e elaborar todos os dias, de segunda a segunda e sem direito a férias durante pelo menos dois destes anos. Nesta época perdi meu pai com câncer após 8 meses de luta, e neste momento comecei a repensar minha vida e escolhas.

As melhores lembranças que guardo de meu pai até hoje eram as nossas conversas, passeios em lugares simples, da companhia para assistir esportes na TV e dos dias que passava no trabalho com ele quando era bem pequeno e por qualquer problema não tinha com quem ficar em casa. A presença do meu pai sempre foi muito importante e por conta do trabalho eu não estava conseguindo ficar com a minha filha como eu gostaria, e isso era um problema que incomodava muito.

Mesmo após resolver mudar esta situação, só consegui dar um novo rumo para minha vida após a saída forçada do emprego, que abriu um mundo de possibilidades a serem exploradas para começar a fazer um trabalho diferente. Acabei começando um trabalho como editor de um blog de tecnologia que acabou abrindo novas portas e a possibilidade de trabalhar em casa, e apesar de ter trocado a segurança de um emprego fixo com um bom salário e muitos benefícios pelos autos e baixos da vida de autônomo, a companhia da família e a possibilidade de criar minha filha compensou muito!

Hoje minha filha tem 10 anos e estou em casa desde quando ela tinha 5, e tenho orgulho de dizer que sei tudo sobre ela, sua cor favorita, as músicas, filmes e séries que mais gosta, conheço todos os seus amigos da escola, seus gostos, alegrias e decepções. Muitas vezes preciso trabalhar durante a noite para compensar o tempo que gasto ajudando no estudo para uma prova, trabalho ou até mesmo assistindo um filme durante uma tarde, mas estes momentos valem muito a pena!

Por estar sempre disponível eu consegui ajudar a criar todos os perfis que ela desejou ter nas redes sociais, explicando cada detalhe e configurando a privacidade em cada uma delas, e vejo que ela gosta muito de demonstrar que é minha filha e amiga na internet. Mantendo um bom relacionamento e um canal aberto para conversar e tirar qualquer dúvida, não preciso me preocupar em fazer nenhum tipo de monitoramento, pois usamos os computadores juntos e ela sempre gosta de compartilhar suas descobertas durante a navegação na internet.

Desde o ano passado faço palestras sobre o uso da internet e das redes sociais na escola da minha filha para alunos do sexto até o terceiro ano do ensino médio, o que também também me ajuda muito a manter uma presença mais forte e ainda contribuir um pouco mais com a educação de mais crianças e adolescentes. Vejo que muitos alunos não podem contar com a presença dos pais para ajudar a tirar suas dúvidas na internet e acabo me transformando em uma referência para ajudar na solução de problemas, orientações sobre o uso da rede e ainda para dicas de novos trabalhos e até negócios.

A vida de um Pãe pode não ser tão fácil como parece, pois fazer dinheiro como autônomo trabalhando pela internet não é a coisa mais simples do mundo, mas a possibilidade de ser um pai e marido mais presente, poder levar e buscar minha filha na escola, ajudar nos estudos e poder contar muitas histórias para que ela seja uma pessoa bem informada não tem preço, e com certeza me fez um homem muito mais feliz.”

Rodrigo Toledo (@rodrigostoledo), além de pai da Aninha (10 anos) e marido da Déia, é advogado e trabalha como editor de conteúdo em mídias sociais no blog www.rodrigostoledo.com e no www.mobilidadegeek.com. Referência na área de mobilidade, foi autor no Gizmodo, editor dos blogs Corporativo e Sem Limites da Nokia e escreve para o site da revista GQ Brasil e o portal Viva Positivamente da Coca-Cola. Nas “horas vagas” é  palestrante em escolas e empresas sobre assuntos relacionados a Tecnologia, Mobilidade, Internet e Mídias Sociais.

[update] Leia todos os posts do especial de pais blogueiros:Quando um dia qualquer se tornou o Dia dos Pais (por @paicronico)

Como nascem os pais – Crônicas de um pai despreparado (por @diariogravido)

Ué, papai também usa avental! (por @cristianoweb)

O pãe que o diabo tentou amassar (por @rafanoris)

O parto do Padawan em livetweeting (por @nerdpai)

10 coisas que mudei depois que virei pai (por @hdiener)

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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