mãe

Conheci o Rafa sem o Miguel, mas já falando do filhote, num evento de mídias sociais promovido pela empresa na qual trabalha em Campinas. Ao contrário do que ele diz no título do post, creio que ele é um “pãe” muito abençoado por Deus e que, como muitos pais, foi escolhido a dedo para trazer o Miguel ao mundo. E ele me diverte sempre no seu blog, Família Palmito, porque repete as mesmas insanas corujices e preocupações de todos nós, pais adolescentes ou balzaquianos, de querer estragar o filho te tanto “estar presente”.

“Sou azarado desde criança. Pulso cortado, braço, perna e dedos quebrados, bronquite, catapora, furúnculo, cachumba, luxações, etc. Ao descobrir numa revista velha que Rafael significava algo como “medicina de Deus”, ri muito da ironia.

Quando adolescente, aprontei muito, como todos os garotos aprontam. Com pais e professores, principalmente. Caramba, como eu era pentelho, duvido que teria a paciência que eles tiveram comigo.

Uns anos depois o Miguel nasceu, eu envelheci algumas décadas e hoje morro de medo que ele passe por 1/2 do que passei, apronte ¼ do que aprontei.

Amadureci por dois motivos: entendi cada bronca que meus pais me deram (foi epifânico!) e também porque o Miguel não merecia ser educado por 2 adolescentes, mas por um pai e por uma mãe. E quando me separei da mãe dele e ele ficou comigo, só tive uma certeza: eu falhei como namorado, mas não ia falhar, (XXx porque neste blog não se escreve palavrão), como pãe.

Mas como a vida não é tão fácil, tive de deixar ele com meus pais para trabalhar. Durante a semana ficamos separados por um espaço de 40 km. Sempre me pego a noite pensando: – tô falhando. – Ô diabo, tô não, o Miguel está crescendo bem, adora minha mãe, me adora tanto quanto.

Estou crescendo com a frustração de não lhe oferecer uma família tradicional para ele se rebelar. De não estar perto pra traumatizar ele com meu excesso de afeto.

Ser pãe, mesmo que só de fim de semana, é a minha maior realização como pessoa, me dá um rumo, um motivo pra ser melhor. Ainda tenho muito que aprontar com meu filho, muita história pra escrever no blog Família Palmito, muito conhecimento pra compartilhar. Quero ser o pãe dele de cada dia, quero ser o exemplo, o pãe que o diabo tentou amassar e não conseguiu. E todo dia luto por isso!”

 

 

 

Rafael Noris (@rafanoris) é pai solteiro, blogueiro, analista de mídias sociais, poeta, vegetariano e, como diz, faixa-branca de Jiu Jitsu.

 

[update] Leia todos os posts do especial de pais blogueiros:Como nascem os pais – Crônicas de um pai despreparado (por @diariogravido)

Ué, papai também usa avental! (por @cristianoweb)

O pãe que o diabo tentou amassar (por @rafanoris)

O parto do Padawan em livetweeting (por @nerdpai)

10 coisas que mudei depois que virei pai (por @hdiener)

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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