Morrendo de saudades (cartas de um pai separado)

[update] Pessoal, vou pedir desculpas e finalizar o texto depois de publicado. Tive uns problemas no servidor bem na hora que redigia aqui e o post acabou indo ao ar inacabado![/update]

“Criar filhos é simples, é só dar amor, todo o amor possível até os quinze anos e depois soltá-los no mundo.
Bonita definição.
Eu também tenho algumas definições. Por exemplo, para mim, pai é apoio. Mais do que limites e educação, pai é apoio. Limites e educação também, é óbvio. Mas apoio vem em primeiro lugar, sempre.”
Marco Teixeira, em Morrendo de Saudades

Antes de ser mãe, quando meu melhor papel era o de filha, vi um filme que marcou minha geração, My life. Lembram-se de Michael Keaton fazendo o pai que ia morrer e deixava gravadas ‘conversas em video para o filho que ainda era gestado pela esposa (interpretada por Nicole Kidman)?

Foi ele que me fez chorar e pensar muito no papel dos pais na vida dos filhos. Eu tinha voltado a morar com minha mãe há pouco tempo, depois de alguns anos só com meu pai e vivera seu luto pela separação da família. Também sabia que meus avós (os pais de meus pais) faziam muita falta para os dois e tanto quanto meu pai sentia saudade dos filhos, no fundo vivia morrendo de saudade do pai.

O autor do livro que li há pouco falava que “existe ex tudo, menos ex-filho”. Acrescento que também não tem ex-pai. Em Morrendo de saudades – Cartas de um pai separado, meu conterrâneo Marco Teixeira faz um pouco de tudo isso: grava pensamentos para os filhos na forma de cartas, uma forma de estar junto, como há 15 anos vejo o pai do meu marido fazer (desde que casamos ele escreve semanalmente para o filho, numa atitude de quem quer estar presente). Na obra, Marco tenta ao mesmo tempo rever e repensar a própria relação com o pai como filho, alcançando momentos de empatia e perdão ao se colocar no lugar do outro.

“São cartas que trazem todo o sentimento de um pai separado e a dor que a distância gera para ambos os lados. A vida é boa, mas tem lá suas dores inevitáveis – e temo que minhas crianças estejam aprendendo isso cedo demais.”

Estou viajando para Paris a trabalho e passarei a semana toda longe dos meus três amores. Por outro lado, Gui, o melhor pai que já conheci e que felizmente é o pai dos meus filhos, será single dad full time, como o pai do livro quis mas não pode ser. E como desta vez quem sentirá saudade sou eu, felizmente passageira, deixo aqui a indicação deste livro, uma espécie de homenagem aos pais atuais e ao pai dos meus filhos. Tenho dois exemplares do livro para os leitores do blog e decidi fazer não um sorteio, mas um concurso cultural: quem comentar neste post compartilhando experiências de vida ligadas ao pai (ao seu pai, ao seu avô, ao pai dos seus filhos, ao pai que você quer ser) como numa carta de saudades para quem está no futuro ou para quem ficou no passado, concorre aos livros. Quem vai escolher é uma “banca” de pais especiais: @NerdPai @filhoespecial e @gnsbrasil. São três pais muito dedicados e creio que eles têm suas próprias histórias sobre apoio, o elemento que o autor considera fundamental no papel de pai.

“Mais do que dinheiro (…) mais do que limites (…) Mais do que compreensão ou conselhos, apoio quer dizer confiança, segurança, amizade e amor, tudo junto num só pacote. A certeza de que você não está só no mundo. Uma rede de proteção sob este trapézio insano que é a vida.”

Não perca tempo: siga a emoção e escreva já seu comentário aí (não precisa esperar a inspiração, pode escrever do iPhone mesmo… e se você tuitar com link, automaticamente vira comentário aqui também!) e compartilhe com a gente o lado especial da sua experiência com a paternidade. Valem os comentários postados até sexta-feira, 27/05, e o resultado será divulgado na segunda-feira.

🙂

P.S. Para não deixar vocês sem cuidados: tem post programado para todos os dias e se puder contarei algumas novidades direto de lá. 🙂

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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