empreendedorismo

“Como o Brasil segue invicto como detentor da maior taxa de juro real do mundo, vale muito mais a pena poupar e fazer compras à vista do que entrar num financiamento; sem contar que esta última opção, se mal administrada, por se tornar uma armadilha.”

Começo de ano, mil planos na cabeça e as metas de ano novo para cumprir, né? Nestas sempre tem alguma coisa grande como um carro novo, a casa própria, aquela viagem pro exterior, enfim, coisas que demandam investimento maior e nos fazem pensar em financiar ou poupar.

Nesta semana recebi, com grande surpresa, um telefonema do meu novo gerente no banco no qual tenho conta. Foi curiosa nossa conversa porque, no geral, os clientes de banco querem crédito na forma de empréstimos e neste quesito eu nado contra a maré. Tenho uma preferência aberta por ganhar primeiro e gastar depois, o que me leva a ser mais investidora do que “emprestadora”. A paciência oriental para guardar me leva a fazer bons negócios e eu brinco que eu tenho também ajuda da hereditariedade no jeito germânico” de planejar, o que me faz caber bem no padrão do artigo de Veja que li nesta semana, intitulado Quer economia de verdade? Pague à vista.

Gostei da forma como Beatriz Ferrari trouxe o tema à baila, falando sobre os juros altíssimos praticados no Brasil.  A repórter ouviu especialistas que aconselharam os consumidores a colocar na ponta do lápis as parcelas do empréstimo e o prazo necessário para quitá-lo, levando em consideração os juros, sem se enganar pelo valor da parcela, mesmo que ela se encaixe no orçamento. Infelizmente o brasileiro não vê o valor final da compra e ao decidir se investe ou não em um novo bem considera prioritariamente se a “prestação” vai “caber” no mês a mês.

Um dos entrevistados é o economista George Ohanian, professor de finanças pessoais do Insper, que alerta: “dependendo da taxa de juro, o tempo que se demora para pagar a dívida é tão grande, que se gasta o suficiente para comprar duas vezes aquele bem”. Ao invés de financiar, que tal estabelecer um objetivo, fazer um planejamento para atingi-lo e tentar não sair da linha? Segundo o economista, é importante saber quanto se quer poupar e o que fazer com o dinheiro. Isso funciona como elemento motivador do planejamento. E, depois de decidir, o segredo é mapear os gastos dispensáveis e acompanhar o orçamento familiar mensalmente, analisando o extrato bancário, guardando os comprovantes de pagamentos dos cartões de débito e crédito e usando o truque da lista de compras no supermercado que separa o que é realmente necessário e o supérfluo.

Como já contei aqui, depois de pagar as despesas fixas, eu separo o que preciso para o mês e o que sobrar ponho na poupança, mesmo que seja pouco, mas não deixo dando sopa na conta. E há anos uso a estratégia de evitar as compras por impulso – o cartão de crédito fica sempre em casa, o que me habituou a realmente pensar duas vezes antes de fazer compras maiores, reavaliando a ideia em casa, com calma, muitas vezes desistindo das compras que na loja me pareciam tão importantes.

E você, que estratégias usará para poder alcançar seus objetivos materiais em 2011?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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