mãe / relacionamentos

Oxitocina é a substância do amor. Ao ler um artigo na Veja com este título, Andrea Zotelli fez a gentileza de vir ao blog e deixar um comentário no post Maternidade, em que eu citava Elisabeth Badinter e o livro Um Amor Conquistado: o Mito do Amor Materno. Agradeço muito! Gostei de ler e de saber que a ciencia confirma que a maternidade precisa de um “start” para começar a ser sentida e, como diz Naiara Magalhães na reportagem, “amor de mãe é uma questão bioquímica, movida a oxitocina”.

E o que é a oxitocina? Substância produzida no cérebro e que estava associada, até vinte anos atrás, a processos fisiológicos envolvidos na maternidade – as contrações uterinas no momento do parto e a liberação de leite durante a amamentação. Enfim, duas coisas que marcam o começo de fato da maternidade, não é mesmo? Agora se sabe também que ela atua no cérebro materno fortalecendo os laços de carinho com o filho, os cuidados básicos e de proteção, explicando o amor que se sente ao olhar o filho e mais ainda o que se sente quando há contato físico (o carinho) entre mãe e filho.


Mas a verdadeira novidade está no aumento do espectro deste amor. Novos estudos mostram que as relações de amizade e do amor romântico também são alimentadas por oxitocina – tanto em mulheres quanto em homens é ela a substância do amor em todas as suas formas.

E como isso acontece? A reportagem explicava assim:

Será a oxitocina responsável por manter a chama do relacionamento acesa, mesmo muito tempo depois do sim no altar? @cintiacosta acha que sim com suas dicas para continuar namorando depois do casamento

“Produzida no hipotálamo, a molécula da oxitocina ativa as áreas relacionadas à afetividade, ajudando a estabelecer e a fortalecer os vínculos de afeição. Ela está, ainda, associada à produção de dopamina, o neurotransmissor responsável pelo controle do sistema de recompensa. Quanto maior a produção de oxitocina, mais intensa será a síntese de dopamina. Ou seja, maior será a vontade de repetir determinada experiência. No caso do sexo, imediatamente depois do orgasmo, os níveis de oxitocina sobem, em média, 40% – o que favorece a conexão emocional entre os parceiros.”

Achou bom? Tem mais: quando aumenta a produção da oxitocina as áreas cerebrais associadas a sensações negativas – como estranhamento e medo – tendem a ficar mais apagadas, ao mesmo tempo em que são fortalecidas as ligadas à empatia, cordialidade, confiança e generosidade. É mesmo a molécula do amor, né?

Então, independente de dia do abraço ou dia do beijo, vale a pena reforçar os laços físicos com as pessas que você ama. Que tal começar hoje?


P.S. Lembrei da @simonezelner e do @cristianoweb com isso: estudos examinam o uso da oxitocina em crianças portadoras de autismo. O transtorno pode comprometer a afetividade e as relações interpessoais, portanto, seria um alento para os familiares de autistas pensarem na possibilidade de se aproximar e prover melhorias em seus queridos pela química do amor. 😉

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Jornalista, blogueira, casada com @gnsbrasil, @maecomfilhos de 3!, consumidora de cultura, tecedora de redes em mídias sociais, empreendedora na @otagaissama. Voluntária desde os 8 anos, praticante de boloterapia desde os 9, entusiasta e praticante do aleitamento materno como #maede3, acredita no poder das mídias sociais para promover o bem no estilo #socialgood e adota uma vida material minimalista - sem abrir mão do conforto e da alegria de viver. :)

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