bem estar / relacionamentos

Pelo menos para mim, é assim: tem verdadeiro valor e significado conversar e trocar com as pessoas nas redes sociais do que perseguir simplesmente números de visitação, de seguidores, de avatares que fazem volume na sua coleção de figurinhas virtuais. Apesar de ter esta ideia como filosofia de vida (e discutir o valor dos números de tuites comparados a panfletagem de esquina, que não presta atenção em quem estará sendo impactado), até eu admito que espalhar as informações aos quatro ventos pode ser muito válido.

Para mim uma destas situações extraordinárias é o Outubro Rosa.

O movimento, que nasceu em 1997 na California (EUA) e visa conscientizar a população da importância do diagnóstico precoce do Câncer de Mama, é motivo de uma atuação maravilhosa nas novas mídias desde 2008, trazendo à tona informações importantes para o empoderamento das mulheres e uma mudança de paradigma sobre os cuidados com o seu próprio corpo.

No lançamento da campanha de 2011 (que tem Ana Paula Padrão e seu site Tempo de Mulher como apoiadores especiais), marcado por um almoço especial para blogueiras em São Paulo, fomos convidadas a falar sobre o Dia Rosa como prioridade (em referência ao dia da mamografia anual, um dos exames preventivos capazes de estabelecer um diagnóstico precoce da doença).

Ao invés de falar da prioridade deste dia, volto à fala da dra. Maira Callef, médica mastologista gaúcha que trouxe a campanha ao Brasil através da FEMAMA e que “me ganhou” com sua fala em cada uma das ocasiões nas quais pude encontra-la desde 2008 e focar no empoderamento da mulher e na conversa que podemos ter nas redes sociais sobre o cuidado, a atenção e o carinho com o próprio corpo, uma conversa íntima de amigas que conseguimos reviver com grande cumplicidade nestes danos de blogagem coletiva do outubro rosa.

“A mulher precisa se conscientizar de que a mama é sua, não é do marido, nem do filho.”

Parece óbvio, mas não é. Convencer as mulheres a se tocar, a fazer o auto-exame, foi um longo trabalho de quem trabalha com saúde feminina. Ainda tem muita mulher que vê os próprios seios como atrativo para o homem, inveja para as mulheres ou simplesmente o alimento do filho. Fora destes contextos, é de ninguém. Quando a mastologista falou: a mulher tem que se apoderar de sua mama, fiquei encantada. A frase é perfeita.

E o auto-exame, aquele tão propagandeado pelo IBCC na campanha Câncer de Mama no Alvo na Moda?

Auto-exame é importante, mas é preciso fazer mamografia a partir dos 40 anos – 30 se tiver casos da doença em parentes muito próximos. Para vocês terem uma ideia, olhem as contas deste colar (o Colar da Vitória, símbolo da campanha) que eu estou usando na foto abaixo. Apenas os tumores do tamanho do dois maiores (os do meio) são detectáveis por auto-exame, os outros, que se trata com sucesso e boas chances de cura, somente são registrados na mamografia ou outros exames mais avançados.

🙂

Temos uma infinidade de informações para divulgar, não é mesmo? Visite as blogagens de 2008, 2009 e 2010 para ver como nosso grupo de blogueiras (e blogueiros) reuniu informações interessantes, úteis e até divertidas sobre o tema, buscando sempre um objetivo: lembrar que é preciso se cuidar, se conhecer e prevenir.

Gostou? Quer ajudar? Já postou e nem sabia da gente? Seja bem vinda (o) à turma! Para nos organizar (e só por isso, não para aumentar o Page Rank) avise-nos fazendo trackback para este post. É só citar que soube da ação aqui e inserir o link. Se você não tem blog, participe mandando uma mensagem com estas informações para suas amigas no e-mail, twitter, msn, orkut, facebook, isntagram e onde mais estiver presente nas redes socais.

E se quiser mais informações, deixe seu pedido aí nos comentários ou tuite com o link deste post e passaremos suas dúvidas, sugestões e ideias para o grupo. Para encontrar imagens para um post ou simplesmente ver quem esteve com a gente nesta semana, clique aqui para ver o álbum do Picasa com fotos do lançamento da campanha. E, neste convite, fica também o registro da minha alegria por rever lá voluntárias fundadoras da blogagem coletiva como Simone MileticGeorgia MariaAline KellyDani DodutiClaudia SantosAna CarmenFlavia Penido e Flavita Valsani.

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P.S. Admito, na correria do dia-a-dia, não consigo mais comentar nos blogs como fazia, mas continuo atenta nas pessoas e buscando estar presente. E você, como tem mantido seus relacionamentos virtuais?
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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