bem estar

“A osteoporose é uma doença que atinge os ossos. Caracteriza-se quando a quantidade de massa óssea diminui substancialmente e desenvolve ossos ocos, finos e de extrema sensibilidade, mais sujeitos a fraturas. Faz parte do processo normal de envelhecimento, e é mais comum em mulheres do que em homens.”

vamos tirar a osteoporose da invisbilidade

No nosso dia da saúde trago um tema que vale para todos, mas tem um significado especial para quem convive com mulheres acima dos 50 anos. Trata-se do valor da caminhada para fortalecer a estrutura óssea, muscular e cuidar das articulações de quem tem osteoporose.

Situações cotidianas comuns podem incapacitar por longos períodos quem convive com esta fragilidade.

“Foi apenas um acesso de tosse…
Foram apenas alguns espirros mais fortes…
Ela foi apenas mudar de posição na cama…”

O resultado de todas estas ações cotidianas pode ser uma fratura, grave e incapacitante, que deixa a pessoa de cama por muitos dias.

Mas não precisa ser assim.

A osteoporose, uma enfermidade que não faz alarde de seus sintomas, não precisa sempre deixar marcas assim. Ao conversarmos sobre suas características, tirando-a da invisibilidade dos lares, quem tem a doença compreende que pode fraturar um osso simplesmente tossindo, espirrando ou mudando de posição bruscamente, tomando consciência da gravidade da doença antes de viver “um susto” como os citados acima.

Aprendi a observar os sintomas porque acompanho minha sogra, que começou a observar sua descalcificação óssea perto dos 50 anos e nas duas últimas décadas cuida de sua saúde, controlando o avanço da osteopenine e osteoporose com alimentação adequada e exercício físico direcionado.

Mas nem todos os pacientes se cuidam assim.

“É fácil interromper o tratamento da osteoporose no meio do caminho. Por não poderem sentir imediatamente ou ‘ver os seus ossos ficando mais fortes’, muitos abandonam o tratamento. No entanto, sem medicação regular, existe um risco aumentado de sofrer fraturas debilitantes“, conta o ”, alerta o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, que dirige o Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.

O tratamento da osteoporose é muito abrangente, envolve muitas mudanças de hábitos, como a prática da atividade física, o abandono do álcool e do tabagismo, a exposição solar diária, a suplementação de cálcio e vitamina D e ajustes na rotina para que a medicação não fique em segundo plano.

Como começou cedo, minha sogra tem conseguido controlar a ingestão de medicamentos. Ela acreditou nas mudanças no estilo de vida – a prática de exercícios direcionados, como yoga, pilates e mesmo musculação, que passaram a fazer parte da sua rotina que já incluía caminhadas frequentes – e vemos que colaboram efetivamente para a prevenção e o tratamento da osteoporose.

Veja quais são os pontos fracos do esqueleto:

  • Coluna vertebral – Pessoas idosas podem fraturar as vértebras da coluna com freqüência. É muito importante saber que a maioria das fraturas que ocorrem na coluna se situam na região torácica e não na região lombar como tem sido descrito pela maioria dos reumatologistas e ortopedistas.
  • Punho – Por ser um ponto de apoio, é uma área na qual as fraturas acontecem normalmente. Os ossos sensíveis têm pouca estrutura para sustentar o peso do corpo quando cai.
  • Quadril – As fraturas de pelve são difíceis de cicatrizar e podem levar à invalidez. Estudos mostram que em torno de 50% dos que fraturam o quadril não conseguem mais andar sozinhos.
  • Fêmur – Também muito comum entre os que desenvolvem a doença. É freqüente tanto em homens quanto em mulheres, principalmente depois dos 65 anos. A recuperação costuma ser lenta.

E vale lembrar: mulheres jovens também podem ter osteoporose. Tratei por dois anos uma redução da massa óssea decorrente do uso de um certo contraceptivo injetável (de uso comum entre lactantes), portanto, vale a pena conversar com seu médico sobre o tema sempre.

😉

Conte para mim: aí na sua família as mulheres cuidam da sua saúde óssea? Pergunte para sua mãe ou sua avó se elas estão fazendo acompanhamento e como foram os resultados dos exames como a densitometria óssea. Observe como elas estão e incentive-as a fazerem exercícios frequentes para manterem uma vida com qualidade, como merecem e podem ter. 

Vamos tirar mais este tema da invisibilidade? Compartilhe, comente, repercuta! É neste papo com amigos que fazemos nossa parte!

P.S. E para quem é meu vizinho de bairro, no dia 21/10 acontece a V Caminhada de Combate à Osteoporose. Informe-se aqui.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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