Dor na junta? Junta tudo e joga fora!

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Você sabia que a osteoartrite é a quarta enfermidade que mais reduz a qualidade de vida no mundo?

A doença das articulações, caracterizada por degeneração das cartilagens acompanhada de alterações das estruturas ósseas vizinhas,  atinge as articulações das mãos, joelhos, coxofemurais e da coluna. É a mais comum das doenças reumáticas que se manifesta em ambos os sexos e a intensidade das queixas aumenta progressivamente com a idade.

Sim, e aquela reclamação dos avós, de dores nas juntas, e com a qual nós fazemos piada dizendo “Dor na junta? Junta tudo e joga fora!“.

A questão é que à vezes demoramos para levar os sinais a sério e a tratar para valer os sintomas, deixando a situação piorar muito.

Os sintomas da osteoartrite podem permanecer leves ou mesmo desaparecer por longos períodos.

Ador nas articulações, que costuma ser de instalação insidiosa e aumentar de intensidade no decorrer dos anos, é o sinal mais forte de que precisamos buscar ajuda. Enrijecimento e diminuição da mobilidade articular estão também entre os sinais possíveis da osteoartrite.

Nas fases iniciais da doença, a dor surge com o movimento e vai embora com o repouso.

Isso, lembra um pouco a tendinite, lesão por esforço repetitivo. Então, fica a dica para buscar ajuda se as dores forem muito frequentes.

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Minha mãe tem, a avó do meu esposo teve, estamos cercados de pessoas que sofrem com isso. 

Será uma herança genética?

A reumatologista Dra. Andrea Meirelles explica no vídeo abaixo:

Em boa parte dos casos, não se conhecem as causas da osteoartrite primária ou idiopática, mas sabe-se que obesidade, esforços físicos repetitivos e esportes como o nosso futebol e o futebol americano são fatores de risco para doença.

Já os quadros de osteoartrite secundária instalam-se como consequência de traumas, doenças reumatológicas inflamatórias, necrose óssea, injeções intra-articulares repetidas de cortisona, doenças congênitas do esqueleto, doenças metabólicas e endócrinas, e de enfermidades em que haja comprometimento dos nervos periféricos, por exemplo.

Quando e como tratar?

Não existe tratamento que retarde a evolução ou reverta o processo patológico que conduz à osteoartrite, mas o condicionamento físico através de exercícios aeróbicos é uma medida importante para controle dos sintomas.

Na verdade, o principal objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e permitir que os portadores levem vida normal, sem dor ou limitações de movimento.

Cuidado com a automedicação constante!

Para tanto, a indicação de analgésicos é útil, embora sua ação seja pouco duradoura. Já o uso de
anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) deve restringir-se à eventualidade de instalar-se um quadro inflamatório no local.

Em alguns casos, o tratamento é cirúrgico.

As intervenções mais frequentes são: artroplastia (substituição parcial ou total da parte destruída por uma prótese), artrodese (fusão cirúrgica de dois ossos, usada principalmente na coluna), osteoplastia (retirada e limpeza cirúrgica da parte óssea deteriorada) e osteotomia (mudança do alinhamento ósseo através da secção de partes ósseas).

Recomendações para quem já tem a doença:

  • Repousar por algum tempo durante o dia e depois de atividades que solicitem a articulação acometida pela osteoartrite;
  • Adotar uma postura cuidadosa ao sentar-se, levantar objetos e andar, para evitar posições forçadas que sobrecarreguem as articulações;
  • Evitar atividades que promovam impactos repetitivos e carregar pesos;
  • Usar sapatos confortáveis que ofereçam boa base de apoio;
  • Praticar exercícios isométricos que fortaleçam a musculatura para conferir estabilidade às articulações;
  • Controlar o ganho de peso;
  • Usar bengala ou andadores; certamente esses objetos lhe darão maior independência de locomoção;
  • Utilizar sempre os corrimãos das escadas e as alças de apoio no banheiro.

Segundo a médica reumatologista Ana Beatriz C. de Azevedo, para reduzir o impacto destas doenças é preciso investir em serviços de diagnóstico e tratamento com equipe multiprofissional. E um começo é desmistificar o quadro!

No vídeo é possível conferir dicas para aliviar as dores e melhorar a capacidade das articulações, sintomas e tratamentos.

Neste outro vídeo, a médica fisiatra Dra. Pérola Grinberg Plapler fala sobre os casos e explica os inúmeros nomes deste quadro, de artrose a osteoatrose, diferentes da artrite reumatoide.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.