cidadania / relacionamentos

Sou antiquada ou alienada por concordar com este tuite? “@alexfajardo_: RT @gondimricardo Quando os assassinos nazistas foram executados, judeus mantiveram-se sóbrios. Não se rejubila com a morte…nenhuma morte.”

Foto de @tozzini, que estava em NY e fez cobertura das comemorações via Instagr.am

Nesta madrugada, antes de ir dormir, resolvi dar aquela olhadinha no Twitter e acabei testemunhando a cobertura da notícia da morte de Osama Bin Laden. Ficamos, Gui e eu, acompanhando as notícias nos smartophones, nos canais de notícias da TV e no Twitter, cientes de que a notícia mudava nosso mundo, não por crermos no maniqueísmo de que o bem triunfou e blá blá blá, mas porque esta mudança na estrutura guerra em curso pode afetar a economia, política e a sociedade em que vivemos.

@ingridstrelow: Osama morre, Obama renasce.”

(esta frase, em outras palavras, também foi tônica da nossa conversa, e nem vou me alongar porque para bom entendedor, meia palavra basta né?)

Não sou analista política, mas convido-os a trazer o tema para perto de nós: como explicar para as nossas crianças esta situação?

“Osama foi ensinado pelos americanos a liderar seu povo contra os soviéticos, inimigos dos EUA, depois usou estas habilidades para reagir contra o imperialismo de quem o ensinou e agora vemos seu assassinato ser festejado como numa final de Copa do Mundo?”

obama 1 x osama 0 - Foto compartilhada nesta madrugada por @blogdoNoblat "bruxaOD: Menos, galera, menos. RT @BlogdoNoblat: Cartaz portado por americano eufórico em Nova Iorque http://yfrog.com/h7xr3zkrj" --http://twitter.com/bruxaOD/status/64921768971878400

Ao ver as imagens dos “festejos” nos EUA me preocupei com isso. Sabia que o tema seria tratado à exaustão pela mídia, que as crianças seriam expostas a ele de uma forma ou de outra, mas não consegui pensar em como lidar com o assunto sem parecer superficial, tampouco como tratar disso sem me aprofundar demais em reflexões que, sinceramente, não gostaria que meus filhos precisassem fazer agora.  Daí minha dificuldade de dormir – e hoje cedo a dificuldade de pensar “bom dia” e me animar com o que via na TV.

Sentia-me só até que comecei a ver tuites como os que publico abaixo e percebi que outros se incomodaram com a manifestação pública que parecia saída da série Jogos Vorazes, de Suzanne Collins*. E aí, apesar de tudo, renovaram-se minhas esperanças. Obrigada, sinceramente, a todos os envolvidos.

🙂

“@UniversoMaterno: Até entendo o alívio d quem perdeu parentes, a importância disto p/ os EUA mas comemoração mesmo só no dia q vivermos todos em paz #osama”

“@JulioCBorges: ‘Matar Osama era um sonho, demoramos muitos anos.” Obama sua nação é assassina igual a nação de Osama. Morte nunca é conquista.”

“@edrenekivitz: Vingança não é justiça. RT @prleviaraujo: “Olho por olho, e o mundo acabará cego”. Mahatma Gandhi”

P.S. E para quem teme represálias terroristas, fica a dica da entrevista com especialista na Jihad (Guerra Santa) no LeMonde.fr: “Cette mort va encourager les tendances centrifuges au sein d’Al-Qaida” – Selon le spécialiste du djihadisme Jean-Pierre Filiu, professeur à Sciences Po, l’organisation terroriste aura le plus grand mal à se remettre de la disparition de son fondateur.

* [update] Thanks @garotait por corrigir a troca de nomes de Stephanie Meyer por Suzanne Collins 😉 [/update]

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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