Os ingredientes de um Feliz Natal

“Tem coisa que a gente não compra por dinheiro nenhum. Ou nasce com ou tem que aprender a viver sem. Família grande que faz festa animada e harmoniosa no Natal é uma destas coisas.”

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Com as palavras acima a jornalista Leda Nagle relembrava os valores de Natal que faz estes dias loucos, de busca pelo presente, roupa e guloseimas perfeitos terem especial significado. Porque, acima de tudo, nestes dias de festas de final de ano o que conta mesmo é estarmos com quem nós amamos e apreciamos.

Como ela, eu também adoro quando me contam de um Natal na casa de uma matriarca que passa dias na cozinha preparando iguarias que só se come uma vez por ano e que têm gosto de infância. Até mesmo a ideia das conversas sobre futebol ou política, a reclamação da bagunça das crianças que inevitavelmente derrubam refrigerante na mesa arrumada ou que insistem em “roubar” um docinho ou outro antes da hora, a tia que fica relembrando todas as hsitórias de família pela milionésima vez, o primo que traz a nova namorada com “aquele decote”, a hora do indefectível Amigo Secreto que faz todos rirem das piadinhas durante a revelação. Enfim, no Natal tudo é permitido e tudo acaba divertindo.

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Mas e se você não tem uma família grande e unida ou está longe de todos nesta data nada de depressão hein? Programe e execute um plano com coisas que você curte fazer. Vale desde comidas que gosta e pode apreciar hoje (sem grandes sacrifícios), até filmes e músicas que te façam bem (mas sem depressão hein!), buscando coisas que te façam sentir que a data é especial e cabe no seu momento atual. O importante nestas ocasiões é buscar o que te faz bem e que pode ser compartilhado com quem importa (e pode ser um abuso ao telefone ou uma viagem de última hora), só não vale ficar infeliz fazendo as contas do que não tem hein?

Beijos e uma noite feliz por aí, com ou sem o que se convencionou pensar que é condição para um Natal especial.

P.S. E para quem é cristão, uma mensagem que vi no Facebook e vale a reflexão.

“Curnonski dizia que na culinária, é preciso que “as coisas tenham o gosto do que são. Na ordem do saber, para que as coisas tornem o que são, o que foram, é necessário esse ingrediente, o sal das palavras. É esse gosto das palavras que faz o saber profundo, fecundo.
Ainda não sei o que comeremos na ceia de natal daqui de casa… Mas uma coisa é certa: desejo que o sal das palavras seja o melhor tempero e que todos possamos nos dar de presente escolher o mais saboroso cardapio de assuntos que esta escolha seja elaborada e cuidada.
Ao redor de nossa mesa palavras que edifiquem e exaltem o aniversariante, sabendo que a festa é Dele para Ele e com Ele!”
Biba Arruda Marques

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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